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Dois carros armadilhados explodiram com poucos minutos de intervalo em Tripoli, no norte do Líbano. Segundo a polícia, há pelo menos 42 mortos e o número não para de crescer. Cruz Vermelha fala em cerca de 500 feridos.

O duplo atentado surge uma semana após um ataque semelhante que fez 27 mortos a 15 de agosto no bairro xiita em Beirute, um bastião do movimento Hezbollah, que combate ao lado das tropas do regime sírio do Presidente Bachar al-Assad.



As explosões tinham como alvos duas mesquitas, ocorrendo no dia da oração semanal dos muçulmanos. A primeira explosão ocorreu no centro da cidade, próximo da casa do primeiro-ministro cessante, Najib Mikati, que não se encontrava em Tripoli, segundo o seu gabinete. A segunda explosão ocorreu perto do porto da cidade de maioria sunita, próximo da casa do ex-líder da polícia Achraf Rifi.
Um último balanço, divulgado pelas autoridades, diz que há pelo menos 42 mortos. Um balanço anterior, apontava para a existência de 27 mortos e 352 feridos. Cruz Vermelha libanesa diz que há cerca de cinco centenas de feridos.
Os atentados surgem dois dias depois de o exército libanês anunciar estar em "guerra total" contra o "terrorismo" e prometem intensificar ainda mais as tensões religiosas no país. Após os ataques, centenas de pessoas em cólera reuniram-se perto da mesquita de al-Taqwa, gritando palavras de ordem hostis ao Hezbollah.


dn