O presidente norte-americano, Barack Obama, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron conversaram sobre a situação na Síria e expressaram a "grave preocupação" sobre o alegado uso pelo Governo sírio de armas químicas contra civis.


De acordo com um comunicado da Casa Branca, citado pela AFP, os dois líderes "vão manter consultas regulares", em relação ao alegado ataque nos arredores de Damasco na passada quarta-feira, "assim como quanto a possíveis respostas a dar pela comunidade internacional ao uso de armas químicas".

A notícia do telefonema entre Obama e Cameron foi conhecida logo a seguir a um outro comunicado relacionado com um encontro hoje entre o chefe de Estado norte-americano e os seus principais conselheiros no Conselho de Segurança Nacional, que aparentemente terá dado crédito a relatos do ataque químico a áreas controladas pelos rebeldes nos arredores da capital síria.

"Em coordenação com os nossos parceiros internacionais e conscientes de dezenas de testemunhos recentes e registos dos sintomas das pessoas que foram mortas, os serviços de informações dos Estados Unidos continuam a reunir factos para apurar o que aconteceu", fez saber a Casa Branca.

"O presidente recebeu também um relatório detalhado relativo a um conjunto de opções possíveis que pediu para estarem preparadas para que os Estados Unidos e a comunidade internacional respondam ao uso de armas químicas", acrescenta o comunicado.

O encontro ocorreu um dia depois de o secretário norte-americano da Defesa, Chuck Hagel, ter dito que os militares apresentaram opções ao Presidente e estavam a deslocar forças para o terreno em prevenção a uma eventual decisão.

Barack Obama tem até agora expressado cautela, alertando para o facto de uma resposta militar musculada poder ter consequências imprevisíveis, incluindo a do envolvimento dos Estados Unidos em mais um conflito prolongado no Médio Oriente.

O Presidente norte-americano está, no entanto, sob pressões crescentes para agir na sequência dos relatórios sobre o alegado ataque com armas químicas, que, segundo a organização Médicos Sem Fronteiras, terá morto 355 pessoas com sintomas "neurotóxicos".

Fonte:NM