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O julgamento do ex-dirigente chinês Bo Xilai, acusado de abuso de poder, má gestão de fundos públicos e corrupção, terminou hoje depois de cinco dias de sessões no Tribunal Intermédio de Jinan, este da China.

O final do julgamento foi noticiado pela agência oficial chinesa, Xinhua, e a sentença será conhecida mais tarde, numa data ainda não divulgada.



Depois dos Procuradores terem usado da palavra para as alegações finais, foi a vez de Bo Xilai falar em Tribunal, acusando o seu antigo número 2 e chefe da polícia, Wang Lijun, de ter fugido para um consulado norte-americano porque "estava apaixonado" pela sua (de Bo Xilai) mulher.
De acordo com a transcrição das declarações de Bo Xilai feita pelo Tribunal, o antigo dirigente voltou a negar as acusações que lhe são imputadas e garantiu que Wang Lijun apenas fugiu porque tinha "sentimentos ocultos" Gu Kailai, mulher de Bo Xilai.
Além do equivalente a vários milhões de subornos, Bo Xilai está ainda acusado de má gestão e de ter encoberto a responsabilidade da sua mulher no homicídio do empresário britânico Neil Heywood, em novembro de 2011.
O escândalo de corrupção envolvendo Bo Xilai, o maior dos últimos anos na China até porque o antigo dirigente era visto como um potencial político a integrar a cúpula da hierarquia chinesa, foi descoberto em fevereiro de 2012 quando Wang Lijun se refugiou num consulado norte-americano na China.


dn