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Moscovo insistiu, esta terça-feita, no apelo à "prudência" dos Estados Unidos e da comunidade internacional quanto à crise na Síria, advertindo que uma intervenção militar terá consequências "catastróficas" para os países do Médio Oriente e da África do Norte.
Num comunicado emitido, esta terça-feira, pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) local, a Rússia insiste que "as tentativas que visam contornar o Conselho de Segurança [da ONU] para criar, mais uma vez, pretextos artificiais e infundados para uma intervenção militar na região, vão criar novos sofrimentos na Síria e terão consequências catastróficas para os outros países do Médio Oriente e da África do Norte".
"Apelamos aos nossos colegas americanos e a todos os membros da comunidade internacional à prudência, a um estrito respeito do direito internacional, antes de tudo fundado nos princípios fundamentais da Carta da ONU", acrescenta a nota.
A diplomacia russa reitera igualmente a sua "séria deceção" pela decisão dos Estados Unidos de adiar uma reunião com a Rússia sobre a crise Síria, que se deveria realizar em Haia.
A reunião destinava-se, nomeadamente, a preparar a organização de uma conferência internacional sobre a Síria "com o objetivo de pôr fim rapidamente à violência e iniciar o processo de uma resolução política do conflito", sublinha ainda o MNE russo.
"A decisão americana de adiar a reunião de Haia envia um sinal contrário à oposição (síria), encorajando a intransigência na previsão de uma poderosa intervenção externa", acrescenta o comunicado.


jn