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  1. #1
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    Padrão Os Grandes Carros Banheiras Norte-Americanos!

    Os anos 50 e 60 representaram a Idade de Ouro da Indústria Automóvel Norte-Americana. Os carros eram inspirados no design dos aviões a jactos e de foguetões espaciais: vaporosos, com barbatanas traseiras como as dos aviões e decorados com cromados ou mesmo madeira e representações abstractas de foguetes. Por outro lado, a publicidade era cada vez mais elaborada e sofisticada. Na Idade de Ouro de Detroit, a publicidade dos automóveis acentuava o sonho: "Connosco, você nem está a comprar um carro, está a comprar um estilo de vida". E era verdade!

    As grandes banheiras norte-americanas eram autênticas catedrais sobre rodas. A beleza dos carros americanos surpreendia e aliciava. Representava uma época de prosperidade e uma mudança de mentalidades. O automóvel americano representou um novo estilo de vida, que associado às primeiras auto-estradas norte-americanas, tornou-se um dos símbolos da liberdade.

    Da loucura dos anos 20 ao desespero da Grande Depressão dos anos 30, o E.U.A. tinha caído no horror da Segunda Guerra Mundial. Os anos 50 seriam a sua redenção: nesses anos, tudo era aerodinâmico, do cabelo de Elvis Presley com brilhantina, às barbatanas do Cadillac. O automóvel e a televisão eram as faces mais visíveis da nova América.

    Em 1950 já havia 7,5 milhões de televisores nas casas americanas. Nessa altura, 77% dos carros em circulação em todo o mundo eram produzidos nos Estados Unidos. Só para ter uma ideia, em 1951, só 6% das casas inglesas tinham um televisor. Em 1959 um relatório da GM referia que em média, cada família americana era exposta a 117 anúncios na televisão ou rádio por dia.

    Nessa época, os E.U.A. eram o líder mundial da política, económica, militar e tecnológica. Novas ideias, novos produtos e novos estilos de vida cruzaram-se. Eram os anos dos produtos sintécticos, como o nylon, e do pronto-a-vestir. O automóvel tornava-se uma possessão central na vida moderna, integrando grande parte destas novidades.

    Cadillac Eldorado de 1959 com as suas barbatanas: símbolo máximo
    dos excessos de Detroit.

    Talvez nenhum modelo mostrasse tanto isso como o Cadillac de 1959. Este era o modelo do Novo Nundo. O Cadillac criava e impunha o ritmo da moda. As barbatanas dos seus carros tornaram-se lendárias. E o Eldorado de 1959 tornou-se o símbolo do mundo automóvel norte-americano e do mundo.
    Última edição por mjtc; 06-03-2018 às 15:29.

  2. #2
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    Padrão Cadillac Eldorado Convertible de 1953.

    Na América dos anos 50, não havia carro mais fascinante do que o Eldorado de 1953. O primeiro Cadillac a exibir o símbolo Eldorado era visto como o mais desejável carro de luxo norte-americano. Pelo preço de 7750 dólares, quase o dobro de um Cadillac Convertible normal e cinco vezes mais do que um vulgar Chevrolet, o Eldorado era especial. Em 1954, a Cadillac reduziu o preço em 50% e rapidamente os Eldorados começaram a deixar as salas de exposição como mísseis.

    Sendo o navio almirante da Cadillac, o Eldorado preenchia plenamente essa imagem.
    O seu motor V8 de 210 cv às 4150 rpm, e 5424 cc, era o mais potente até então, e a linha
    da carroçaria era ultra suave. A capota desaparecia por completo sob uma cobertura de
    metal, dando ao Eldorado uma linha mais limpa.

    O equipamento standard do Eldorado Convertible era constituído por uma caixa automática Hidra-Matic Dual-Ranger de 3 velocidades. Elevadores dos vidros hidráulicos, bancos de pele e tecido, vidros escuros, espelho interior e espelhos laterais, e ainda um rádio com busca automática.

    Na sua época, o Cadillac Eldorado Convertible, apesar de ser o mais lento dos Cadillacs devido ao seu peso de 2177 kg, este modelo atingia uma enérgica velocidade máxima de 187 km/h; mesmo com o ar condicionado incluído. A sua aceleração ia dos 0 aos 96 km/h em 12,8 segundos; 0 a 161 km/h em 20 segundos. O seu consumo era de 14 litros aos 100 km.
    Última edição por mjtc; 07-03-2018 às 20:59.

  3. #3
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    Padrão Cadillac Convertible de 1959.

    Não há melhor automóvel para definir o auge de prosperidade da América, do que o Cadillac Convertible de 1959: uma nave espacial em estilo foguetão que orbitava pelas auto-estradas da galáxia mais rica e poderosa do mundo. A General Motors (GM) enlouqueceu em 1959 e o Cadillac levou o design de automóveis ao cúmulo do absurdo. As escandalosas barbatanas são acentuadas pelo seu baixo perfil.

    Com barbatanas de 1,07 metro, o Cadillac Convertible de 1959 marca o apogeu
    do design americano de automóveis. Com um peso de 2 toneladas, 6,1 metros
    de comprimento e 1,83 metro de largura, o Cadillac Convertible transpirava
    dinheiro, autoconfiança e um poder inabalável.

    Debaixo do capot quase do tamanho do Texas, estava o motor quase do tamanho da Califórnia: um V8 de 6,3 litros (6393 cc), com uma potência que varia entre 325 cv e 354 cv às 4800 rpm. Equipado com uma caixa de velocidades automática Hydra-Matic de 3 velocidades, este carro de luxo atingia de velocidade máxima: 180 km/h. A sua aceleração ia dos 0 aos 96 km/h em 10,3 segundos; e dos 0 aos 161 km/h em 23,1 segundos. Mas apesar de parecer movido a jacto, andava como um petroleiro. O seu consumo era elevado: 36 litros aos 100 km!

    Era necessário uma auto-estrada de nove faixas para se dar uma volta de 180º. Esta banheira estava equipada com travões e direcção assistida, transmissão automática, fecho central de portas e vidros escuros, tinha ainda regulação automática dos faróis, assentos, vidros e tampa da bagageira de comando eléctrico.

    Por 55 dólares, era possível possuir um Autronic Eye, que baixava automaticamente os faróis quando detectava as luzes de outro carro.

    Com um capot do tamanho de um porta-aviões, o Cadillac Convertible de 1959 era perfeito para uma sociedade onde a importância do automóvel era definida pelo comprimento do nariz. Apesar dos excessos do design praticados, o Cadillac Convertible de 1959 será sempre considerado o símbolo do sonho americano dos anos 50.

    Outros modelos da Cadillac:

    Além da limousine Fleetwood de 8 lugares, ainda havia um sedan de 4 portas, descapotável, e o cinematográfico Eldorado Biarritz de capota de lona, o mais valioso dos Cadillacs de 1959.

    Alguém que fosse importante na sociedade americana no início dos anos 60 guiava um Cadillac de 1959. Era o melhor automóvel americano, sendo o Cupê de Ville de 1959, de 2 portas, o mais popular.
    Última edição por mjtc; 06-03-2018 às 15:41.

  4. #4
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    Padrão Buick Roadmaster de 1957.

    O design de aviões tinha uma grande influência no estilo dos carros dos anos 50. O Buick Roadmaster de 1957, não era excepção, pois estava equipado com um pára-brisas envolvente, capota em forma de cockpit e guarda-lamas em forma de turbina. Esse design dava ao condutor a sensação de estar a viajar na estratosfera. O equipamento especial de série do Roadmaster incluía um velocímetro Red liner, luz no porta-luvas, conta-quilómetros parcial e cor do tablier a condizer com a carroçaria.

    O Buick Roadmaster de 1957 era baixo e poderoso, um autêntico
    monstro de 5,46 metros de comprimento e 1, 83 metro de altura.
    A potência do seu motor V8 de 5966 cc chegava aos 300 cv, atingindo
    de velocidade máxima: 180 km/h, e uma aceleração de 0 a 96 km/h
    em 10 segundos. O seu consumo era de 23 litros aos 100 km.

    O Roadmaster Convertible de 1951 tornou-se uma imagem da América, moldou
    o futuro e foi um dos primeiros grandes carros americanos percursores.
    Última edição por mjtc; 06-03-2018 às 15:49.

  5. #5
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    Padrão Chevrolet Impala

    O Chevrolet Impala foi um dos sedans familiares mais vendidos e preferidos dos americanos. O Impala vendeu meio milhão de modelos em 1960. As barbatanas, os cromados e as falsas entradas de ar significavam ostentação de uma ponta à outra, tudo isto a um convidativo preço de menos de 3000 dólares. Com uma larga escolha de motores, transmissões e carroçarias, o Impala tinha tudo: os compradores podiam escolher o especial V8 Turbothrust, tornando o Impala mais rápido, com uma respeitável aceleração de 0 a 100 km/h em pouco mais de 9 segundos.

    O modelo de 1960 estava equipado com vários motores: desde o 6 cilindros em linha e 3852 cc, até ao mais potente V8 de 5704 cc. A sua velocidade máxima variava consoante o tipo de motor: ia desde a velocidade de 145 km/h até ao mais potente motor que fazia o carro atingir de velocidade máxima: 217 km/h. O consumo variava desde 16,4 litros a 20 litros aos 100 km.

    Baixo, cortante e sedutor, o Impala parecia rápido mesmo estando parado. O estilo era uma confusão de listas cromadas. Os ornamentos em forma de míssil do guarda-lama pareciam dirigir-se para trás, enquanto a barbatana cromada em forma de projéctil atravessava a porta traseira. O vidro traseiro e dianteiro parecem ter sido aproveitados de um avião Lockheed Lightning, e até a antena de rádio estava colocada num ângulo provocador.

    Os motivos aeronáuticos abundam, com os instrumentos colocados em mostradores semelhantes aos dos aviões. A zona inferior do tablier e o porta-luvas eram cobertos de alumínio anodizado para dar um aspecto de alta tecnologia. O rádio e o relógio eram extras. O Impala oferecia também três tipos de transmissão: caixa de manual de 3 velocidades; Powerglide de 2 velocidades automática e Turboglide de 3 velocidades automáticas.
    Última edição por mjtc; 06-03-2018 às 16:00.

  6. #6
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    Padrão Ford Thunderbird

    Lançado em 1955, como um carro de estilo, pessoal e compacto, o Thunderbird abriu um novo caminho à concepção estilística dos carros americanos. Indo contra a corrente dos exageros de estilo e de cromados, a Ford surgiu com uma criação mais subtil, que pretendia sugerir a ideia de juventude, dinheiro e sucesso.

    O T-Bird foi lançado com sucesso, para competir com a primeira geração do Chevrolet Corvette. Enquanto o Chevy tinha um asmático motor de 6 cilindros em linha (sendo o primeiro carro a usar carroçaria de fibra de vidro), e pouco conforto material, o Thunderbird estava equipado com um motor Mercury V8, carroçaria de aço e janelas "wind-up". O Ford Thunderbird era uma mistura brilhante e conseguida de luxo e prestígio. Os sons desportivos e a forma aconchegada de 2 lugares estavam perfeitamente indicado para o estilo de vida de uma nova geração de «baby boomers». O T-Bird estava equipado com um motor V8 de 4785 cc, que debitava 200 cv às 4400 rpm. A sua aceleração era de 0 a 96 km/h em 9,5 segundos; e de 0 a 161 km/h em 21 segundos. A sua velocidade máxima era de 183 km/h, sendo o seu consumo: 15 litros aos 100 km.

    O Thunderbird de 2 lugares de 1955-1957, tornou-se um ícone do design,
    uma peça romântica dos efémeros anos 50 americanos, tendo feito parte
    das letras de algumas canções de culto e de muitos filmes.
    Última edição por mjtc; 06-03-2018 às 16:04.

  7. #7
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    Padrão Chevrolet Corvette (1953)

    No início da década de 1950, os carros desportivos europeus com seus designes arrojados faziam sucesso pelo mundo inteiro, enquanto no mercado americano só possuíam representantes como os pesados Cadillacs e Buicks. Nesse período a General Motors atravessava um momento crítico, tendo sua rival, a Ford, superado suas vendas na América do Norte por dois anos consecutivos. Os directores do grupo sabiam que tinham de pensar em algo para retomar o crescimento. Tom Keating, executivo geral da Chevrolet, tinha em mente um novo carro para a colocar de volta à primeira posição no mercado.

    Em Junho de 1951 era iniciado o projecto Opel. A princípio o carro se chamaria Korvette, palavra homófona de Corvette (corveta), em referência à pequena e veloz embarcação de escolta da Marinha inglesa. Mais tarde optaram pelo nome Corvette. Em 1952, o engenheiro-chefe de motores da GM, Ed Cole, e o especialista em chassis Maurice Olley trabalharam juntos no protótipo EX-122. Harley Earl, chefe de design, baseou seu modelo em carros de corridas europeus.

    Em 17 de Janeiro de 1953, foi apresentado em Nova Iorque, o primeiro modelo do Corvette que surpreendeu o público. Era um carro diferente dos padrões americanos: pequeno, baixo, com visual limpo e desportivo. Embora baseado em desportivos europeus, possuía traços do desenho americano: com lanternas na ponta de um pequeno rabo-de-peixe, era branco com o interior revestido de couro vermelho. A primeira geração começou em 1953 e terminou em 1963.

    O primeiro modelo Corvette estava equipado com motor de 3859 cc, seis
    cilindros em linha, e caixa automática de 2 velocidades, com tração traseira.
    Rendia 150 cv de potência bruta, chegando a uma velocidade de 170 km/h.
    O carro estava equipado com uma carroçaria de plástico reforçado com
    fibra-de-vidro prensado, que resultava num carro leve.

    Zora Arkus-Duntov, o engenheiro-chefe da unidade Corvette desde 1955, preocupado com os baixos números de vendas e com o desempenho, reivindicou mudanças no modelo. Concorrentes como a Ferrari 410 S e o 375 America possuíam motores V12 com mais de 300 cv. Naquela mesma época, a Ford lançou o Thunderbird, com um V8 de 4,5 litros. Então a GM passou a trabalhar com um V8 de 4339 cc, que fornecia 195 cv e alcançava de velocidade: 200 km/h. Além disso foram adicionadas mais cores e a caixa automática de três velocidades, opcional. Após baixas vendas, a GM lança em 1956 o Corvette com significativas mudanças de estilo.

    O Chevrolet Corvette Roadster de 1953, construído em grande parte à mão, e com as suas
    sensuais curvas brancas com assentos de cabedal vermelho, foi o primeiro carro desportivo
    produzido em série nos Estados Unidos.
    Última edição por mjtc; 06-03-2018 às 16:11.

  8. #8
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    Padrão Chevrolet Bel Air

    Chevrolet Bel Air de 1955, o carro do sonho americano, era suficientemente grande para transportar toda a família da sua casa nos subúrbios para os destinos mais diversos. Em 1953 a Chevrolet renomeou seus carros e o nome Bel Air foi dado a um modelo de nível superior. Também surgiram duas séries inferiores: a 150 e a 210. Em 1955, o Chevrolet ganhou a opção de ter um motor V8. Em 1955, o Chevrolet ganhou o apelido de "The Hot One".

    Os Bel Airs vinham com acessórios encontrados em modelos de menor categoria, mais
    espaçoso, diversos cromados, e calotas estilizadas. O modelo era diferenciado também
    pelo nome escrito em letras douradas.

    Os modelos de 1955, 1956, e principalmente de 1957, são os carros americanos mais relembrados; os exemplos bem mantidos (especialmente cupês e conversíveis) são muito procurados por entusiastas. Espaçosos, eficientes, e com belos acabamentos cromados e cauda, são vistos como sendo modelos de grande beleza e superiores aos carros que a Detroit teria nos próximos anos.

    Foi o primeiro carro a se tornar desejo de consumo entre os jovens dos anos 50, sendo um grande
    sucesso de vendas, devido ao seu design tipo rock and roll. O Bel Air foi um dos carros mais
    elegantes e desportivos da época.
    Última edição por mjtc; 07-03-2018 às 21:01.

  9. #9
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    Padrão Ford Fairline 500 Skyliner

    Foi a mansão de Henry Ford, Fair Lane, que deu o nome ao carro. Até 1958 foi chamado Ford Fairlane 500 Skyliner; em 1959 passou a chamar-se Ford Fairlane 500 Galaxie Syliner. De facto, a Ford fez sucesso com este modelo, e fez muita gente abrir os olhos de espanto, pois um Ford Fairlane estacionado à beira da estrada era um espectáculo verdadeiramente atraente. Bastava carregar num botão para ver as caras espantadas dos mirones à medida que o Skyliner executava a sua notável actuação de fazer desaparecer a capota.

    Este anúncio de 1957 mostra como se desenrolava a acção. Para fazer funcionar o espectáculo eram
    precisos 186 metros de fio eléctrico, 10 relés de sobrecarga, 10 disjuntores, 4 motores de bloqueio,
    3 motores de accionagem e 8 circuitos de interruptores. Apesar da sua complexidade era surpreen-
    dentemente fiável.

    A mecânica da capota não reduzia o espaço para passageiros: o Skyliner, com bancos corridos à frente e atrás, tinham seis espaçosos lugares. Com 5,3 metros de comprimento, o Skyliner é ligeiramente mais comprido do que o Fairlane, para poder acomodar a capota retráctil; o comprimento extra fica na parte traseira.

    Sendo o topo da gama Fairlane, o fascinante Skyliner estava luxuosamente equipado com assentos e tabliers a cores, com travões e direcção assistidos. Oferecia uma transmissão automática Cruise-O-Matic, e manual de 3 velocidades. A potência do motor variava desde 190 cv a 300 cv. A sua velocidade ia desde 154 km/h a 161 km/h, com uma aceleração de 0 a 96 km/h de 10 a 18 segundos. O consumo era de 20 litros aos 100 km.

    Curiosidade:

    Como o tema dos foguetões estava na moda nos anos 50, o Ford Fairlane Skyliner possuía grandes faróis traseiros vermelhos, que imitavam as saídas dos reactores.

    Para toda a gente, haviam modelos de carros com barbatanas, mas para a Ford os seus modelos ofereciam pára-choques superiores laterais.
    Última edição por mjtc; 06-03-2018 às 20:56.

  10. #10
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    Padrão Ford Edsel

    O infeliz Edsel foi vítima de uma fracassada publicidade movida pelos homens de marketing que prometiam um carro novo e revolucionário, mas no fim, as suas vendas foram um fracasso. Os críticos mais simpáticos dizem que o seu objectivo estava certo, mas que o alvo se deslocou. Fabricado numa altura em que as vendas dos carros de baixo/médio preço estava no seu auge, o Edsel seria um vencedor no mercado de massas. O problema é que quando foi oficialmente lançado no dia 4 de Setembro de 1957, a indústria automóvel americana passava por dificuldades económicas. Hoje o Edsel é um símbolo, uma reconfortante confirmação para o homem comum de que as poderosas empresas se enganam. Mas tornou-se uma preciosa peça de colecção.

    O lançamento do Edsel foi precedido de uma maciça campanha de marketing. O
    lançamento oficial foi em Setembro de 1957, mas as 63.110 unidades de 1958 caíram
    para 44.891 em 1959 e para 2846 em 1960.

    Mais de 80% dos compradores de Edsel preferiram caixa de velocidades automáticas. Alguns dos modelos de 1958 apresentavam uma caixa de velocidades operada por botões na coluna da direcção. Menos de metade dos automóveis Edsel tinha direcção assistida. Dois faróis giratórios eram apenas uma de uma vasta escolha de opções eléctricas e mecânicas que iam das janelas eléctricas aos assentos mecânicos.

    O Ford Edsel estava equipado com um motor que ia de 3655 cc
    de 6 cilindros em linha, até ao V8 de 4786 cc e 6720 cc. A potência
    variava de 145 cv às 4500 rpm até 345 cv às 4600 rpm. A sua
    velocidade máxima ia de 145 km/h a 174 km/h. A aceleração de
    0 a 96 km/h ia de 10 a 17 segundos. O consumo variava: 18,8 litros
    a 28,5 litros aos 100 km.
    Última edição por mjtc; 06-03-2018 às 21:04.

  11. #11
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    Padrão Lincoln Continental (1961)

    O lançamento do Lincoln Continental de 1961 foi uma forma de salvar a empresa Lincoln pertencente à Ford Motor Company. Era 60 centímetros mais curto que seus antecessores, e mesmo assim tinha 5,5 metros de comprimento. O Continental 1961 tinha uma característica curiosa: abria as portas traseiras. Este estilo de porta veio a ser conhecida como "porta suicida", que se tornou uma das características mais conhecidas do Lincoln durante a década de 1960. Todos os veículos foram fabricados em quatro modelos de portas e duas versões do sedan e conversível estavam disponíveis.

    O modelo Lincoln de 1961 tinha um motor V8 que produzia 300 cv a 4100 rpm.
    Era um veículo de tração traseira com o motor localizado na parte da frente. Foi
    o primeiro carro fabricado nos Estados Unidos para ser vendido com 39.000 km
    ou 2 anos de garantia.

    A limousine de Kennedy.

    Para a Casa Branca de Kennedy, os Serviços Secretos escolheram uma limousine, construída pela Hess & Eisenhart de Cincinnati, Ohio a partir de um Lincoln 1961 de 4 portas conversível.

    Foi nesse carro que o presidente Kennedy foi assassinado em 1963. Após
    o assassinato, a limusine foi devolvido à Hess & Eisenhart, onde foi reparado
    e adaptado com armadura completa e um tecto fixo.

    A limousine de Kennedy continuou ao serviço da Casa Branca durante muitos anos.
    Este carro mundialmente famoso está agora em exposição no Museu Henry Ford em
    Dearborn, no Michigan (E.U.A.).
    Última edição por mjtc; 06-03-2018 às 21:15.

  12. #12
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    Padrão Chrysler Imperial LeBaron

    Imperial era uma divisão de luxo da Chrysler Corporation, entre 1955 e 1975, com uma breve reaparição em 1981 e 1983. O nome imperial tinha sido usado desde 1926, mas nunca foi uma marca separada, apenas o topo da gama da Chrysler, que tinha como rivais no mercado, a Lincoln e a Cadillac.

    A Chrysler Imperial lançaria novos modelos de luxo a cada dois ou três anos, com motores
    V8 e transmissão automática.

    O Imperial LeBaron de 1973 foi o maior carro de produção com impressionantes 6,40 metros.

    Curiosidade:


    Dois sedans pretos LeBaron foram entregues aos Serviços Secretos dos E.U.A., que em seguida, os entregou a Hess e Eisenhardt, que converteu-os em limousines para uso presidencial.
    Última edição por mjtc; 06-03-2018 às 21:17.

  13. #13
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    Padrão Buick Riviera (1972)

    O Buick Riviera com formas de barco foi crescendo e crescendo até que em 1973 tinha quase 5,8 metros de comprimento. A sua janela traseira foi inspirada no Corvette Stingray e a carroçaria cupê dava o estilo necessário para navegar e o motor V8 7.5 litros (7458 cc) forneciam um torque suave. Possuía tracção traseira, era um cupê com duas portas e quatro lugares. Foi fabricado pela primeira vez em 1972. O peso bruto desta banheira é de 2098 kg. A potência máxima entregue pelo motor é 254 cv às 4000 rpm e um binário máximo é de 508 Nm às 2800 rpm. Este modelo tem um sistema de combustível do carburador. O Buick Riviera possuía uma transmissão automática de três velocidades.

    A janela traseira do Buick Riviera foi inspirada no Corvette Stingray.


    Última edição por mjtc; 06-03-2018 às 21:26.

  14. #14
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    Padrão Oldsmobile Ninety-Eight (1959)

    A Oldsmobile produziu 383.000 veículos em 1959, abrangendo 7% do mercado de automóvel norte-americano. O modelo Ninety-Eight 1959 foi totalmente remodelado, assim como toda a gama da Oldsmobile, e estava disponível com um Rocket V8 6 litros e transmissão Jetaway Hydramatic de 4 velocidades.

    O Oldsmobile 1959 cresceu em comprimento e peso. A série de 98 era o topo da gama da
    Oldsmobile, sendo equipada com um motor V8 que produzia 315 cv.
    Última edição por mjtc; 06-03-2018 às 21:28.

  15. #15
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    Padrão Cadillac Eldorado (1971)

    O Cadillac Eldorado, baptizado com o nome da mítica terra do ouro, é o carro dos reis do petróleo no Texas e mafiosos.

    Com 5,6 metros, o Eldorado tinha um motor V8 8,2 litros, e caixa automática
    de 3 velocidades.

    O Cadillac Eldorado foi escolhido como o Pace Car das 500 milhas da Indianapolis em 1973. A Cadillac produziu 566 desses conversíveis especiais pace car. 33 destes modelos foram usados ​​na pista durante a semana da corrida e os restantes 513 veículos foram distribuídos para os concessionários Cadillac (um para cada concessionária), que foram vendidos ao público em geral. As vendas totais subiram para 51.451 unidades. O Cadillac Eldorado de 1971 foi responsável por mais de um sexto do total das vendas Cadillac.

    Curiosidade:

    Embora a porta de vidro em todos Eldorados permanecessem sem moldura, as janelas traseiros hardtop foram eliminadas, substituídas por uma janela fixa tipo "ópera", que era um vidro lateral traseiro fixo rodeado por um tecto de vinil. Muito popular nos anos 70.
    Última edição por mjtc; 06-03-2018 às 21:32.

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