1. #1

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    Padrão Sabe como um satélite é colocado em órbita?

    Todos os satélites atualmente entram em órbita carregados por um foguete ou no compartimento de carga de um ónibus espacial. Diversos países e empresas possuem recursos para o lançamento de foguetes e satélites que chegam a pesar várias toneladas entram em órbita com segurança.
    Para a maioria dos lançamentos de satélite, um foguete de lançamento programado é apontado diretamente para cima. Isso permite ao foguete alcançar a parte mais espessa da atmosfera mais rápido, minimizando o consumo de combustível.

    Após o foguete ter sido lançado, o seu mecanismo de controle usa o sistema de orientação inercial para calcular os ajustes necessários nos bocais do foguete e incliná-lo em direção a um curso descrito no plano de vôo. Na maioria dos casos, o plano de vôo exige que o foguete siga em direção leste, porque a Terra, também girando nesse sentido, proporciona ao veículo um impulso livre. A potência desse impulso depende da velocidade rotacional da Terra no local de lançamento. O impulso é maior no equador, onde a distância ao redor da Terra é maior e a rotação mais rápida.

    Qual a intensidade do impulso de um lançamento equatorial? Para fazer uma ligeira estimativa, podemos determinar a circunferência da Terra multiplicando seu diâmetro por pi (3,1416). O diâmetro da Terra é de aproximadamente 12.753 km (7.926 milhas). Essa multiplicação fornece uma circunferência de mais ou menos 40.065 km (24.900 milhas). Para percorrer essa distância em 24 horas, um ponto na Terra deve mover-se a 1.669 km/h (1.038 milhas por hora). Um lançamento do Cabo Canaveral na Flórida, não fornece um impulso tão grande a partir da velocidade rotacional da Terra. O Complexo de Lançamento 39-A, do Centro Espacial Kennedy, uma de suas instalações de lançamento, está localizado a 28 graus, 36 minutos e 29.7014 segundos de latitude norte. A velocidade rotacional da Terra naquele lugar é de quase 1.440 km/h (894 milhas por hora). A diferença de velocidade na superfície da Terra entre o equador e o Centro Espacial Kennedy, é, então, de 229 km/h (144 milhas por hora) Observação: a Terra na verdade é achatada nos pólos, mais larga em torno do centro, e não uma esfera perfeita; por esta razão, nossa estimativa da circunferência da Terra é um pouco menor.

    Considerando que os foguetes podem viajar a milhares de quilómetros por hora, você talvez imagine porque uma diferença de apenas 229 km/h fosse importar. A resposta é que os foguetes, com sua carga e combustível, são muito pesados. A decolagem do ónibus espacial Endeavour em 11 de fevereiro de 2000, por exemplo, com a Missão de transporte de radar topográfico (em inglês) demandou o lançamento de um peso total de 2.050.447 kg (4.520.415 libras). É necessária uma quantidade enorme de energia para acelerar tal massa a 229 km/h, e também, uma quantidade significativa de combustível. Lançamentos a partir do equador fazem uma verdadeira diferença.

    Uma vez que um foguete atinge ar extremamente rarefeito, a cerca de 193 km (120 milhas) de altitude, o seu sistema de navegação detona pequenos foguetes, somente o necessário para alinhar o veículo na posição horizontal. O satélite é então liberado. Neste momento, os foguetes são acionados mais uma vez, para garantir que haja uma separação entre o veículo de lançamento e o próprio satélite.



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  2. #2

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    Sistemas de orientação inercial



    O foguete precisa ser controlado muito precisamente para inserir o satélite dentro da órbita desejada. O Sistema de orientação inercial (IGS), dentro do foguete, torna possível este controle. O IGS determina a exacta localização e orientação do foguete, medindo precisamente todas as acelerações que ele experimenta, usando giroscópios e acelerómetros. Montado sobre argolas de suspensão, o eixo do giroscópio permanece apontando sempre na mesma direcção. Esta plataforma giroscopicamente estável, possui acelerómetros que medem as mudanças na aceleração em três eixos diferentes. Sabendo-se exatamente onde um foguete foi lançado e as acelerações sentidas durante o vôo, o IGS pode calcular a posição e orientação do foguete no espaço.



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