Tópico: Aquela Taverna

  1. #1
    TIN
    Visitante

    Padrão Aquela Taverna

    Aquela tasca, aquela taverna
    No canto ao fundo da nossa rua
    Porta de par em par, sempre aberta
    Quer houvesse Sol, quer houvesse chuva

    Era ali um centro de ameno convívio
    De jogo de cartas, de se entrar e beber
    Onde se falava alto, se encontrava com um amigo
    Se ouviam fados, se fumava com prazer

    Onde se ouvia o relato de football
    Com vigor e ferpas se discutia política
    Onde já quente até se vinha sentar o Sol.
    Onde se vinha viver, encontrar-se com a vida

    Aquela tasca, aquela velha loja
    De cascas de tremoço, pontas de cigarro
    Onde eu criança entrava em sobressalto
    Para rebuçados comprar, ou qualquer outra coisa

    Ali era um centro de façanhas, falatório
    De encontros, desencontros, pragas, palavrões
    De amizades, negócios, vantagens, serões
    Brigas e vanglórias, impudência e ócio

    Quem lhe atiraria a primeira pedra?
    Quem lá não entrava para provar uns copos
    Petiscar ou comprar uma caixa de fósforos
    Beber um café, um pirolito, quem era?

    Animava a rua, dava-lhe vida e carácter
    Sem ela morreria algo- nenhum assobio
    Se ouviria ao passar de mulherio qualquer
    Encheria a rua só o silêncio e o vazio

    Fechando os olhos na geografia da alma
    A avisto ali com sua porta vermelha
    Onde o Sol à soleira aquecendo brilhava
    - Vou daí e entro, para encontrar u’a centelha

    Vem entra comigo amigo p’ra jogarmos,
    A vida sem tempo num copo provarmos

  2. #2
    Avatar de r11
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