Prémios Amália Rodrigues entregues hoje no Teatro de S. Luiz

Os prémios Amália Rodrigues são hoje entregues no Teatro Municipal de S. Luiz, numa gala que conta com a participação de Maria da Nazaré, Ricardo Ribeiro, Gisela João, Cristina Nóbrega e do pianista Júlio Resende.
A lista dos premiados deste ano inclui o guitarrista Carlos Gonçalves, na categoria de Melhor Compositor, as fadistas Gisela João e Maria da Nazaré, respectivamente com os prémios Revelação e Melhor Intérprete, Vasco Graça Moura, com o Prémio Autor, e Jaime Santos Jr. com o de Melhor Instrumentista.
A fadista Teresa Tarouca, de 71 anos, é distinguida com o Prémio Carreira, a cantora Maria Bethânia, na categoria Internacional, o CD "Fados de Amor", de Rodrigo Costa Félix, como o Melhor Álbum de Fado do Ano, e o Prémio de Divulgação será entregue à Rádio Alfa, de Paris.
A entrega dos galardões volta assim ao palco do S. Luiz, onde se realizou pela primeira vez, no dia 01 de Outubro de 2005, apresentada pelo locutor José la Feria.
Ao longo das diferentes edições, foram cenários da gala, o Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, a arena do Campo Pequeno e o Coliseu dos Recreios, em Lisboa.
O júri, presidido pelo poeta Tiago Torres da Silva, atribuiu este ano uma nova distinção, o Prémio Saudade "Lembrar para Recordar", que celebra a fadista Hermínia Silva, falecida em 1993, e um Prémio Especial ao construtor de cordofones, Óscar Cardoso.
"Tiago Torres da Silva irá interpretar uma peça do reportório de Hermínia Silva", disse à Lusa fonte da organização.
Os Prémios Amália Rodrigues são uma iniciativa da Fundação Amália Rodrigues, instituída por vontade testamentária da fadista, falecida em Lisboa, a 06 de Outubro de 1999.
Entre os distinguidos nas edições anteriores contam-se os fadistas Camané, Maria Amélia Proença, Maria da Fé, Ricardo Ribeiro, Carminho, Mariza, Mísia e Ana Moura, o poeta e compositor Mário Moniz Pereira, os poetas Mário Raínho e José Luís Gordo, o Museu do Fado, o pianista e compositor Bernardo Sassetti, a maestrina Joana Carneiro e os investigadores Rui Vieira Nery e José Manuel Osório.

Fonte: Lusa/SOL