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José Carvalho, de 36 anos, confessou numa carta o homicídio da ex-mulher, em julho de 2012, na Suíça, com sete tiros à queima-roupa. Fugiu para Portugal "Matei a Cidália, o amor da minha vida. O amor mata, mas quem mata por gostar tem perdão." A confissão foi escrita, em carta, por José Carvalho, de 36 anos, horas depois de assassinar a ex-mulher, de 31, com sete tiros, em julho de 2012, na Suíça. O julgamento começa no próximo mês, em Ponte de Lima.

Segundo a acusação, após 13 anos de casamento em que era vítima de violência, Cidália Gonçalves deixou o marido, em setembro de 2011, e levou a filha, então com 12 anos. A mulher arranjou um novo namorado e José não suportou a ideia de ver a ex companheira feliz. Executou então um plano para a matar.

A 4 de julho do ano passado, o emigrante, que já tinha estado preso por violência doméstica, dirigiu-se a um parque de estacionamento de Schübelbach, onde a ex-mulher tinha o carro estacionado. Assim que a vítima chegou, viu José e tentou evitá-lo, entrando no automóvel. Enquanto fazia marcha atrás, o ex-marido abriu a porta do lado do condutor, sacou da pistola - que comprara dias antes em Portugal - e disparou sete tiros na direção da vítima, que morreu de imediato. Após o crime, foi a casa, escreveu a carta a confessar o ato e fugiu para Ponte de Lima. Entregou-se à PJ.

Por não haver acordo de extradição com a Suíça, as autoridades portuguesas pediram a transferência do processo para Portugal. José - que está preso na cadeia de Braga - responde por homicídio simples e posse de arma ilegal. A família da vítima pede indemnização de 25 mil euros. A filha do casal, agora com 14 anos, é testemunha.



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