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Avigdor Lieberman, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros foi absolvido das acusações de corrupção e deve reassumir nos próximos dias o cargo, que estava interinamente nas mãos do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu. O veredicto coincide com a visita ao país do secretário de Estado norte-americano, John Kerry, para tentar relançar o processo de paz, do qual Lieberman é um conhecido opositor.

“Felicito-o pela absolvição unânime e estou feliz com o seu regresso ao Governo israelita para que possamos continuar a trabalhar a bem do povo”, reagiu Netanyahu, mal foi conhecida a decisão do tribunal de Jerusalém.
Lieberman, fundador do partido ultranacionalista Yisrael Beiteinu (Israel, Nossa Casa), era acusado de ter nomeado para embaixador de Israel na Bielorrússia um diplomata que lhe tinha passado informações confidenciais sobre uma investigação policial que era então alvo.
Formalmente acusado de corrupção e abuso de poder em Dezembro de 2012, Lieberman demitiu-se do cargo, mas o seu regresso ao governo ficou apenas dependente da decisão do tribunal depois de, em Janeiro, a aliança entre o Likud de Netanyahu e o Yisrael Beiteinu ter vencido, ainda que por curta margem, as legislativas.
Nesta quarta-feira, um colectivo de juízes concluiu que a “conduta de Lieberman foi inapropriada, mas não justifica uma condenação” que, a concretizar-se, levaria a sua expulsão do Knesset . O Ministério Público pode recorrer da sentença, mas a decisão não deverá impedir o ex-ministro de assumir o cargo, o que, segundo a imprensa israelita, deverá acontecer já na próxima reunião do Conselho de Ministros, no domingo.
O veredicto foi anunciado um dia depois da chegada de Kerry a Israel para tentar convencer israelitas e palestinianos a não deixarem morrer o processo de paz. A Rádio Militar israelita noticiou que o regresso do ultranacionalista ao Governo israelita “constitui um duro golpe” para a estratégia norte-americana. Apesar de Netanyahu nunca lhe ter cedido o dossier das negociações e de ter dito recentemente que apoia a solução de dois Estados, Lieberman é um defensor da colonização em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia e poderá usar o seu peso no executivo para impedir Netanyahu de quaisquer cedências nesta matéria.




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