Greve com uma das maiores adesões dos últimos anos, diz CGTP

O secretário-geral da CGTP Arménio Carlos afirmou hoje que a greve está a ter uma das maiores adesões dos últimos anos, traduzindo uma "resposta à altura" dos trabalhadores face às políticas do Governo.
O líder da central sindical falava em frente ao portão da escola secundária da Marquesa de Alorna, em Lisboa, uma das escolas que hoje encerrou devido à greve geral agendada pela CGTP e UGT.
"Trata-se de uma enormíssima adesão de todos os serviços, escolas, finanças, segurança social, autarquias (...). As coisas estão a correr bem e vão continuar. Estes trabalhadores e trabalhadoras estão todos os dias a ser mal tratados pelo Governo", disse o líder sindical.
Arménio Carlos insistiu que a única solução nesta altura é a demissão do Governo e a mudança de políticas.
O líder da central sindical estava acompanhado pela coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Função Pública, Ana Avoila, que irá dentro de algumas horas avançar com alguns números sobre a paralisação.
Segundo os primeiros dados avançados por Ana Avoila, os concelhos de Braga, Loures, Odivelas, Sintra, Seixal e Palmela estão com adesões de 100%, assim como praticamente todas as embaixadas portuguesas espalhadas pelo mundo, à excepção de Zurique e do Luxemburgo, o que representa uma "grande adesão" dos trabalhadores que "não se conformam" com as políticas do Governo.
O deputado do PCP, David Costa, deslocou-se igualmente à escola Marquesa de Alorna, em solidariedade com os trabalhadores da Administração Pública que estão a "sofrer cada vez mais na pele" os cortes e reduções salariais.
"Compreendemos bem a sua adesão a esta greve", disse.
A greve dos funcionários públicos foi marcada pelas estruturas sindicais do sector como forma de protesto contra novos cortes salariais e de pensões e o aumento do horário de trabalho, entre outras medidas.
A proposta de lei do Orçamento do Estado (OE2014) entregue dia 15 de Outubro no Parlamento pela ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, prevê que seja "aplicada uma redução remuneratória progressiva entre 2,5% e 12%, com carácter transitório, às remunerações mensais superiores a 600 euros de todos os trabalhadores das Administrações Públicas.
O subsídio de Natal dos funcionários públicos e dos aposentados, reformados e pensionistas vai ser pago em duodécimos no próximo ano, segundo a proposta de OE2014, que mantém a aplicação da Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES) sobre as pensões.

Fonte: Lusa/SOL