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A polícia italiana deteve um cidadão da Somália por suspeitas de responsabilidade no naufrágio ao largo da ilha italiana de Lampedusa, no início de Outubro, que fez pelo menos 359 mortos.

O homem, de 24 anos, seguia a bordo do barco e fez-se passar por um dos sobreviventes do naufrágio, mas foi reconhecido por algumas das pessoas que estão no centro de acolhimento de Lampedusa e que pagaram para tentar chegar à Europa, a maioria cidadãos da Eritreia, da Somália e do Gana.
O suspeito foi identificado apenas na semana passada, por oito eritreus, segundo o site do jornal La Repubblica. "Aquele somali faz parte da organização a quem pagámos para chegar aqui a Itália. É um dos chefes e é responsável por sequestros e violações", disse um dos sobreviventes à polícia.
A partir dessas denúncias, as autoridades enviaram em segredo para a ilha o responsável do departamento de combate à criminalidade organizada de Palermo, numa operação que culminou na detenção do jovem somali.
Identificado como Elmi Mouhamud Muhidin, enfrenta acusações de sequestro, extorsão, associação criminosa, favorecimento de imigração clandestina e violência sexual.
O barco de pesca, com 20 metros de comprimento, transportava mais de 500 pessoas e naufragou a poucas centenas de metros da ilha de Lampedusa. Um incêndio a bordo, provocado para chamar a atenção de outras embarcações, contribuiu para o pânico, que levou a maioria dos passageiros a saltar para a água. Pelo menos 359 pessoas morreram e 155 foram salvas.




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