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Uma cerimónia na Assembleia da República assinala hoje os 25 anos do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, liderado desde 2007 por Maria José Morgado, por onde continuam a passar alguns dos mais mediáticos processos, sobretudo de crime violento e económico.

Ao CM, a procuradora geral-adjunta faz "um balanço muito positivo" da eficácia do departamento do Ministério Público que dirige. Crítica da falta de meios ao dispor dos magistrados, Morgado realça, porém, "o trabalho de equipas em articulação com as polícias" - que levou ao desmantelamento de várias estruturas criminosas. Foram os casos de megaprocessos que, em seis anos, já levaram a dezenas de detenções e acusações, com destaque para as associações criminosas desfeitas pela Unidade Especial de Combate ao Crime Violento.
Sob a liderança da procuradora Cândida Vilar, caíram a ‘Máfia da Noite' e a ‘Máfia Brasileira', os dois grupos que dominavam, pelo terror, a segurança ilegal em bares da noite de Lisboa; o ‘Gang do Multibanco', que roubou mais de dois milhões em caixas ATM; ‘Skinheads', o grupo chefiado por Mário Machado; ou os ‘No Name Boys', por crimes cometidos na claque do Benfica.
O DIAP também se destacou no combate ao crime económico, através da secção coordenada pela procuradora Teresa Almeida. Os casos ‘Bragaparques', ‘Paquetes da Expo', ‘Corrupção na Marinha', ‘BCP', ‘BPP', ‘Secretas' ou ‘Pereira Cristóvão' são apenas alguns exemplos.
Ministra e PGR em cerimónia no Parlamento
A cerimónia dos 25 anos do DIAP de Lisboa, no Parlamento, conta hoje com as presenças da ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, e da procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal.
Estão previstas intervenções de Francisca Van Dunem, procuradora-geral distrital de Lisboa, Cunha Rodrigues, ex-PGR, Maria José Morgado, Pacheco Pereira, Jorge Costa Santos (diretor do Instituto de Medicina Legal de Lisboa), Carlos Tavares (CMVM), Guilherme Oliveira Martins (Tribunal de Contas) e Paulo Sá e Cunha (advogado).



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