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O casal que manteve três mulheres reféns durante mais de 30 anos dirigiu um pequeno grupo maoista nos anos 70, formada essencialmente por estudantes estrangeiros a residir em Londres.

O casal, identificado como Aravindan Balakrishnan, de 73 anos, e Chanda, de 67 anos, foram dirigentes de um grupo, que funcionava como uma comunidade fechada, designado Instituto dos Trabalhadores do Marxismo-Leninismo-Pensamento de Mao Tsé Tung, com sede num local não distante do sítio onde se situa a casa onde foram encontradas as três mulheres.



Informações divulgadas pela polícia indicam que o casal, um tanzaniano e uma indiana chegados ao Reino Unido nos anos 60, tem o nome associado a 13 propriedades na região de Londres e fora alvo da atenção das autoridades britânicas nos anos 70, na época em que eram dirigentes do referido grupo.
Balakrishnan foi expulso do Partido Comunista Inglês em 1974, acusado de tentar criar uma fração, escreve o diário 'London Evening Standard'. A partir daí, o casal iniciou a constituição do Instituto dos Trabalhadores, claramente uma organização de extrema-esquerda. Balakrishnan começa a ser tratado como "camarada Bala" e referido expressamente como líder da organização.
Um investigador da Universidade de Oxford que estudou a extrema-esquerda briânica e aquele grupo em particular, Steve Rayner, declarou ao 'Standard' que "era uma pequena organização, subjugada pelo 'camarada Bala', formada essencialmente por estudantes estrangeiros que pareciam ter dificuldade em adaptar-se à vida no Reino Unido".
O Instituto chegou a ter uma livraria na área de Brixton, em Londres, e a sua ideologia foi classificado como "milenarista" por aquele investigador. A livraria fechou em 1978 e sabe-se hoje que o casal mudava frequentemente de residência no que é apresentado como uma estratégia para evitar ser referenciado pelas autoridades.


dn