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O novo diretor da PSP e o seu antecessor estiveram ontem reunidos toda a tarde da sede desta polícia.

Na agenda deste encontro esteve a nomeação da equipa de diretores nacionais adjuntos que vão apoiar Luís Peça Farinha e alguns "dossiês" quentes que o Governo ainda não resolveu, como a nova lei orgânica e o estatuto desta força de segurança. No seu discurso do tomada de posse, ontem no Ministério da Administração Interna (MAI), Luís Farinha deixou claro que pretende dar "continuidade" a toda a linha estratégica definida pelo antecessor, um sinal claro ao ministro Miguel Macedo que, na PSP, só mudou a cabeça. As ideias, estratégia e modo de atuação continuarão exatamente as mesmas que com Paulo Gomes, cuja demissão o ministro aceitou, na sequência dos incidentes, na semana passada, nas escadarias do parlamento.

Na cerimónia não se ouviu uma palavra sobre esse acontecimento, mas a garantia que "os princípios da atuação e da proporcionalidade da mobilização dos meios deverão ser sempre aplicados em prol de uma ação policial que no final deverá ser a adequada, justa e equilibrada", mostrou que Luís Farinha, está totalmente sintonizado com a carta de despedida que, na sexta-feira, Paulo Gomes enviou, por e-mail, a todo o efetivo.
"Sempre agimos orientados pelos princípios da legalidade, da proporcionalidade, da adequação dos meios e, acima de tudo, pelo respeito intransigente dos direitos fundamentais do cidadão", escreveu.



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