A polícia sul-africana disse ter usado granadas ensurdecedoras e balas de borracha para dispersar cerca de três mil grevistas "violentos" que bloqueavam uma estrada de acesso a uma mina de platina da empresa líder do setor, Amplats, no norte do país.



Os mineiros tinham "armas perigosas como canas tradicionais e bastões, bloqueando a estrada e ameaçando desalojar os trabalhadores que não estavam a fazer greve da mina", perto de Rustenburg, indicou a polícia num comunicado.




Cerca de 80 mil trabalhadores das minas de platina entraram hoje na sua segunda semana de greve, exigindo um aumento dos salários - dos atuais 400 dólares (296 euros) por mês para os 1100 dólares (813 euros). Pelo menos 9% dos mineiros estão dispostos a lutar até conseguirem que as suas exigências sejam ouvidas.
A polícia terá tentado negociar com os membros do sindicato Amcu para lhes lembrar as regras a respeitar durante a greve, nomeadamente o acesso livre ao local de trabalho por aqueles que não estão a fazer greve. Mas acabou por ser obrigada a dispersar os manifestantes, que ameaçavam os agentes com pedras.
Pelos menos duas pessoas foram detidas e deverão responder na justiça por violência pública.



dn