Silvério e Celeste Godinho juraram, há mais de 60 anos, amor e fidelidade até que a morte os separasse. O destino cumpriu-se na íntegra. Ele faleceu no passado dia 6, a mulher não aguentou e partiu no dia seguinte.

Na aldeia de Valdonas, em Tomar, onde residiam, os vizinhos não têm dúvidas: "Ela nunca aguentaria viver sem o companheiro de uma vida, que nos últimos anos cuidou sempre dela, que tinha perdido a autonomia e se movia em cadeira de rodas".
Na madrugada do dia 6, Silvério morreu durante o sono, ao lado da sua companheira. No dia seguinte, as vizinhas esperavam encontrar Celeste em pranto, mas não foi isso que se passou. "Estava em choque, não falava e ficava de olhos fechados", conta Maria Freitas.



jn