A escola de samba Mocidade Independente Padre Miguel, uma das mais conhecidas do Rio de Janeiro, tentou contratar bailarinas dispostas a desfilar em 'topless' que não tenham implantes de silicone. Uma tarefa que se revelou difícil.

O anúncio para recrutar bailarinas dispostas a sambar em 'topless' não é de admirar. De admirar é a condição imposta: as candidatas têm de ser possuidoras de um corpo natural, o que significava excluir todas aquelas que já tenham sido submetidas a intervenções cirúrgicas de implantação de silicone.



Para encontrar as 22 bailarinas sem implantes de silicone que desfilarão nos nove carros da Mocidade Independente Padre Miguel a partir de dia 2 de março, a escola de samba fez correr o anúncio pelas redes sociais a partir do passado mês de novembro. As interessadas deveriam enviar uma fotografia, dados pessoais e as medidas do corpo.
Pretendendo primar pelo natural, a Mocidade Independente quer homenagear uma era passada em que não reinavam os seios e glúteos de silicone. A iniciativa servirá para purgar o pecado antes do ritual católico, a Quaresma.
Paulo Menezes, diretor artístico da Mocidade, declarou à Reuters que "não foi fácil" encontrar as participantes, uma vez que "a maioria das mulheres que quer participar em algo assim já fez alguma operação".
Num país obcecado pela beleza, dois terços da população já foi submetida a cirurgias estéticas. O Brasil encontra-se apenas atrás dos Estados Unidos, segundo a Sociedade Internacional de Cirugiões Plásticos Estéticos.



dn