Um irlandês acusado de estar por trás de um atentado mortífero cometido pelo IRA em Hyde Park (Londres) em 1982 escapa à justiça porque lhe foi atribuído, por erro, um documento assegurando que não havia qualquer investigação de que fosse objeto, decidiu esta quarta-feira um tribunal londrino



John Anthony Downey, de 62 anos, foi detido em maio de 2013 no aeroporto londrino de Gatwick, mais de 30 anos após um dos atentados mais brutais do Exército Republicano Irandês (IRA).




A 20 de julho de 1982, uma bomba escondida num automóvel perto de Hyde Park, no coração de Londres, explodiu no momento em que passavam membros da cavalaria real que participavam no famoso render da guarda do Palácio de Buckingham.
Quatro soldados morreram e perto de 20 ficaram feridos na explosão, que provocou ainda a morte de sete cavalos.
O suspeito número um do atentado foi, desde a primeira hora, John Anthony Downey, que no entanto sempre negou qualquer responsabilidade e nunca foi extraditado da Irlanda, até ser detido numa passagem por Londres.
Mas esta quarta-feira o juiz Nigel Sweeney do tribunal de Old Bailey ordenou o abandono de todas as investigações contra o suspeito por causa de um documento oficial da polícia da Irlanda do Norte que este recebeu, em 2007, no qual lhe eram dadas garantias de que não havia qualquer investigação pendente nem mandados emitidos em seu nome.


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