O ministro das Relações Exteriores da Venezuela acusou hoje os EUA de "retaliação" ao expulsar três diplomatas venezuelanos de Washington, no mesmo dia em que o Governo norte-americano pediu mais "seriedade" a Caracas para restabelecer as relações bilaterais.




"É uma represália a uma justa expulsão", disse Elías Jaua.
Segundo o chefe da diplomacia de Caracas, "não se pode falar de reciprocidade" porque os diplomatas venezuelanos não estavam "a estimular" jovens contra o Governo norte-americano, nem a fazer contatos com grupos violentos, nem a promover, financiar ou alentar politicamente a que estejam numa atitude de desobediência.
A expulsão tem lugar no mesmo dia em que o Governo venezuelano anunciou que designará Maximilian Arveláez (ex-embaixador venezuelano no Brasil) como novo representante nos EUA, com "uma mensagem clara" do Presidente Nicolás Maduro de restabelecer as "relações diplomáticas de entendimento franco, sincero e honesto".
Entretanto a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, disse hoje, durante uma conferência de imprensa, que os EUA querem ver mais "seriedade" e "passos positivos" de parte da Venezuelana antes de proceder a uma troca de embaixadores.
"Desde há tempos que indicamos que estamos preparados para desenvolver uma relação mais construtiva, mas a Venezuela tem que mostrar mais seriedade [no diálogo com os EUA] para que isso ocorra. Estamos abertos a uma relação positiva, mas temos que ver mais passos positivos de parte da Venezuela", disse.



jn