A Aliança Atlântica declarou esta quarta-feira o apoio à "soberania, independência e integridade territorial" da Ucrânia e classificou como "factores chave", para a estabilidade e segurança, a manutenção do "princípio de inviolabilidade das fronteiras. "Uma Ucrânia soberana, independente e estável, firmemente comprometida com a democracia e com o primado da lei é factor chave para a segurança Euro-Atlântica", refere a declaração aprovada pelos ministros da Defesa da NATO, num encontro na sede da organização, em Bruxelas, no qual participou o ministro português, Aguiar Branco.
"Trata-se de uma manifestação da vontade, que tem a ver com a sentimento da NATO, que diz respeito ao que deve ser um dos princípios, que deve ser de apoiar, nesta situação da Ucrânia", afirmou o ministro português da Defesa, escusando-se a esclarecer se tal declaração teve Moscovo como destinatário.



O ministro português reforçou que está em causa "por um lado a integridade territorial, por outro lado o apoio ao processo de transformação e (para) que seja respeitados os princípios democráticos que têm a ver com a nova realidade política que venha a surgir".
Neste âmbito, a NATO afirmou-se preparada para "assistir" à implementação de reformas, nomeadamente em matéria de "defesa", considerando que a cooperação militar "mantêm-se como prioridade chave".
A declaração distribuída em Bruxelas, na sede da Aliança Atlântica, apela ainda a que as forças armadas ucranianas "não intervenham na crise política", classificando como "imperativo" que as forças armadas se abstenham da intervenção "no processo democrático".


jn