Um tribunal paquistanês indultou um homem condenado à pena de morte por ter assassinado a sua mulher há dois anos, mas que entretanto recebeu o perdão da família da vítima.


Ghazala era uma cantora paquistanesa


O assassínio de Ghazala Javed, cantora paquistanesa, e do seu pai às mãos do agora indultado provocou indignação no Paquistão, já que a jovem artista se tinha convertido num símbolo da resistência das mulheres e da comunidade paschtun, que representa cerca de 16% da população total do país.
De acordo com a imprensa local, os advogados do homicida apresentaram na quinta-feira, no Alto Tribunal de Peshawar, no noroeste do país, documentos que provam que a mãe e irmãos da cantora assassinada chegaram a um acordo na base da lei islâmica do "diyat".
Segundo esta tradição, conhecida também como "dinheiro de sangue", um criminoso pode ser indultado após ser condenado se a família da vítima chegar a um acordo para o perdoar, normalmente em troca de dinheiro.
A Comissão dos Direitos Humanos do Paquistão (HRCP) condenou recentemente esta prática, já que favorece a continuação dos chamados crimes de honra, que no ano passado custaram a vida a cerca de 900 mulheres paquistanesas, de acordo com dados oficiais.
A cantora de 24 anos foi baleada mortalmente junto ao seu pai por uns desconhecidos em junho de 2012, quando saía de um salão de beleza de Peshawar, e a Polícia suspeitou imediatamente do marido da cantora.



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