A ex-primeira-ministra da Tailândia Yingluck Shinawatra ficará retida num quartel militar durante três dias, depois de comparecer perante a junta militar que protagonizou na quinta-feira um golpe de Estado.
O jornal tailandês "Naew Na" noticiou esta sexta-feira que Yingluck está a ser transferida para um quartel da província de Saraburi, ao lado de Banguecoque.
Yingluck, obrigada a demitir-se há duas semanas pelo Tribunal Constitucional, que a considerou culpada do crimes de abuso de poder, é uma de mais de 100 personalidades que a nova junta militar tailandesa convocou para comparecerem esta sexta-feira no Clube do Exército, na capital, sob ordem de prisão caso não cumprissem.
O seu sucessor, Niwatthamrong Bonsongpaisan, cujo paradeiro era desconhecido desde o golpe de quinta-feira, também compareceu, bem como Somchai Wongsabat, primeiro-ministro em 2008, e a mulher deste, Yaowapa, que é irmã de Yingluck.
Outro dos convocados foi Noppdon Pattama, conselheiro jurídico do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, irmão de Yingluck e Yaowapa e figura chave da crise política que afeta a Tailândia.
As convocatórias foram emitidas pouco antes de o chefe do Exército, Prayuth Chan-ocha, se ter autoproclamado primeiro-ministro em exercício da Tailândia.


jn