Protestos nas ruas de Caracas, esta semana
Os Estados Unidos negaram hoje estar a interferir na crise política venezuelana, atribuindo as acusações de Caracas a uma estratégia do Governo da Venezuela para "desviar a atenção".
"Temos sido muito claros sobre não estarmos a ter nenhum papel ou a interferir no que se está a passar na Venezuela", disse a porta-voz adjunta do Departamento de Estado, Mary Harl.



Segundo Mary Harl tudo o que Washington tem dito "constantemente é que as partes necessitam de dialogar para encontrar uma forma de continuar em frente, mas o Governo (venezuelano) ainda não demonstrou vontade de o fazer".
Há três meses que se registam protestos diários na Venezuela, devido à crise económica, inflação, escassez de produtos, insegurança, corrupção, alegada ingerência cubana e repressão por parte de organismos de segurança do Estado.
Alguns protestos degeneraram em confrontos violentos, durante os quais morreram pelo menos 42 pessoas, incluindo dez polícias ou militares.
Na sexta-feira o ministro venezuelano de Relações Exteriores, Elías Jaua, fez uma queixa formal à Unasul contra a alegada ingerência dos EUA nos assuntos internos da Venezuela e contra o financiamento da oposição.



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