O ministro da Defesa da Tunísia regressou ao seu país, na quarta-feira, a bordo de um avião da Força Aérea portuguesa. Depois de um incidente no aeroporto da Portela, que o fez perder o voo comercial com destino a Tunes, Ghazi Jeribi viu o ministro da Defesa português, Aguiar-Branco, disponibilizar um avião português para o levar até à Tunísia. Segundo apurou o Diário de Notícias, esta viagem custa aos cofres do Estado cerca de 12 mil euros.

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Ghazi Jeribi chegou a Portugal no último domingo para uma visita de três dias. Quando se preparava para embarcar num voo comercial, rumo à Tunísia, o ministro da Defesa foi interpelado no aeroporto da Portela por ter acionado o detetor de metais. Os seguranças tentaram revistá-lo, como fazem com qualquer passageiro, mas o dirigente tunisino recusou-se, avançou ontem o Observador.
O Diário de Notícias escreve hoje que “para resolver a situação” e impedir que o governante ficasse retido em Portugal, como foi explicado pelo gabinete do ministro português, Aguiar-Branco ordenou que Ghazi Jeribi regressasse a casa a bordo de um dos Falcon 50 da Força Aérea. Esta viagem, entre Lisboa e Tunes, custa aos cofres do Estado cerca de 12 mil euros.

Uma fonte dos serviços de segurança interna explicou ao Diário de Notícias que “estava em causa um controlo de segurança”, razão pela qual o anexo 9 da Convenção de Chicago (facilitação das formalidades de trânsito em aeroportos civis) ficou para segundo plano.

No entanto, outra fonte do mesmo organismo referiu que está estabelecido de forma oficial que determinadas individualidades “estão isentas” deste controlo. E Ghazi Jeribi, por ser ministro, está também isento.




N.N