A justiça belga lançou, este domingo, um apelo para encontrar testemunhas do ataque contra o Museu Judaico de Bruxelas, que fez quatro mortos. Dois israelitas, uma francesa e um jovem belga que tinha ficado gravemente ferido e acabou por morrer. Para ajudar a encontrar pistas, a Polícia divulgou imagens do atacante captadas pelas câmaras de vigilância.


Imagens não mostram o rosto do autor do atentado


O ataque fez surgir novos receios de ações antissemitas na Europa, obrigando ao reforço da segurança dos locais de culto judaicos em vários países, incluindo a França.
O ataque foi levado a cabo por um homem "provavelmente só" e "bem preparado", afirmou um porta-voz do Ministério Público belga, que deixou ainda um "apelo à colaboração da população para o prender". A Polícia divulgou imagens de câmaras de vigilância para ajudar a identificar o atacante, já que não há ainda qualquer suspeito nem foi reivindicada a autoria.
As imagens, a preto e branco, mostram um homem de "corpulência média, atlético e movimentando-se com facilidade", usando um boné e óculos. O rosto é visível mas com traços pouco identificáveis apenas num dos tês vídeos divulgados em que se vê os disparos feitos com uma espingarda do tipo kalachnikov.
Após o ataque, o primeiro--ministro belga, Elio Di Rupo, contactou telefonicamente o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o presidente francês, François Hollande.
Através de um comunicado, Benjamin Netanyahu considerou que "a difamação e as mentiras contra o Estado de Israel continuam a ser ouvidos em solo europeu mesmo que os crimes contra a humanidade e os atos de homicídio perpetrados contra a nossa região continuem a ser sistematicamente ignorados".



jn