O rei da Tailândia designou hoje formalmente o chefe do exército como líder da nova junta militar do país, na sequência do recente golpe de Estado.
"Para restaurar a paz e a ordem e em nome da unidade, o rei nomeou o general Prayuth Chan-ocha como líder do Conselho Nacional para a Paz e Ordem [nome oficial da junta] para governar o país", refere uma ordem real à qual a agência AFP teve acesso. Prayuth Chan-ocha apresentou-se, vestido de branco, com outros generais numa cerimónia que decorreu à porta fechada e que o confirmou formalmente como líder da junta que tomou as rédeas do poder na Tailândia. "Eu dei a minha palavra em como vou cumprir as minhas obrigações com honestidade", disse aos jornalistas no final do encontro, naquela que foi a sua primeira conferência de imprensa depois do golpe. Prayuth Chan-ocha defendeu a intervenção do exército após quase sete meses de protestos antigovernamentais, os quais resultaram em 28 mortos e cerca de 800 feridos, e face ao risco de uma escalada de violência entre partidários e oponentes do governo deposto.



O líder da nova autoridade do país, cuja nomeação foi publicada na Gazeta Real, evitou, porém, comentar quando pretende devolver o poder a um governo civil ou convocar eleições no país. A realeza, liderada pelo reverenciado, mas doente, Bhumibol Adulyadej, de 86 anos, granjeia um enorme respeito por parte dos tailandeses, pelo que a sua 'bênção' figura como um passo-chave para legitimar a atual junta, formada após o golpe de Estado na quinta-feira. O rei, que se espera que faça ainda uma declaração pública sobre o golpe, não terá estado presente na cerimónia, segundo as agências internacionais.


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