A Coreia do Norte advertiu hoje que as recentes "provocações" das tropas norte-americanas junto à fronteira com a Coreia do Sul podem levar a um "catastrófico" confronto militar.
A advertência foi feita pelo chefe das forças norte-coreanas estacionadas na aldeia fronteiriça de Panmunjom -- onde foi assinado o armistício que colocou um ponto final à Guerra da Coreia (1950-53). O oficial norte-coreano, que não foi identificado, disse que as recentes atividades levadas a cabo pelos soldados norte-americanos ameaçam destabilizar a sensível zona. "As forças dos Estados Unidos estão a fazer espionagem contra a RPDC (Coreia do Norte), após a criação de uma enorme torre de vigilância de aço sobre uma colina" na área de Panmunjom", indicou o representante do Exército Popular norte-coreano em comunicado, citado pelas agências internacionais.



Panmunjom tem sido palco de diversas rondas de negociações entre as duas Coreias, estando fortemente vigiada, principalmente pelas tropas sul-coreanas e norte-americanas, sob o auspício do Comando das Nações Unidas. Apesar de as forças não terem facultado informações detalhadas sobre a torre ou as suas funções, sabe-se que a sua construção foi iniciada há seis meses, disse fonte do Governo sul-coreano à agência espanhola Efe.
De acordo com um despacho da agência estatal norte-coreana KCNA, a autoridade militar exigiu à parte norte-americana que "pare com todo os atos hostis", os quais agudizam a tensão em Panmunjom, a aldeia situada no Paralelo 38 que divide as duas Coreias. O representante do Exército Popular da Coreia do Norte também elencou, no comunicado, outros alegados "atos hostis" de Washington na zona fronteiriça, como transmitir mensagens, sem motivo justificado, através dos altifalantes. Os Estados Unidos mantêm um contingente de 28.500 efetivos em território sul-coreano para defender o seu aliado de um eventual ataque.



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