O BES arranca, esta terça-feira, com um aumento de capital de até 1.045 milhões de euros, uma operação que já levou a conhecerem-se vários problemas no grupo e poderá significar alterações significativas na estrutura acionista.

A oferta pública de subscrição das novas ações arranca esta quinta-feira, com cada título a ser vendido a 0,65 euros, sendo os resultados apurados a 11 de junho.
Quando deu a conhecer a operação, o banco liderado por Ricardo Salgado disse que a operação permitirá ao BES "reforçar a sua base de capital, por forma a potenciar a sua vantagem competitiva na recuperação da economia portuguesa e o crescimento nos mercados internacionais onde está presente" e ainda "criar reservas adicionais de capital", neste caso para fazer face à nova regulação do setor bancário (CRD IV) e aos testes de "stress" do Banco Central Europeu (BCE).
No entanto, as implicações deste aumento de capital são ainda maiores.
O prospeto que deu a conhecer os pormenores da operação, divulgado ao mercado a semana passada, confirmou a existência de irregularidades graves nas contas da "holding" Espírito Santo Internacional e foi o mote para conhecer os problemas do grupo Espirito Santo e as mudanças que está a atravessar.
Com a garantia de que o banco não será contaminado, o presidente do BES, Ricardo Salgado, deu no dia seguinte uma entrevista ao Jornal de Negócios em que faz um 'mea culpa' pelo que está a acontecer no grupo.



jn