Cerca de 94% das 26 mil vítimas de desaparecimento forçado na Colômbia, desde há 43 anos, continuam com paradeiro desconhecido, sem terem deixado rasto nem regressado a casa, divulgou na terça-feira o Centro Nacional de Memória Histórica colombiano.



Este Centro apresentou quatro relatórios sobre as dimensões, os impactos psicossociais e a resposta do Estado ao desaparecimento forçado de pessoas como parte do reconhecimento desse flagelo no quadro da Semana Internacional do Detido Desaparecido.




Seguindo esta esta entidade, que foi criada na sequência da aprovação da Lei de Vítimas e Restituição de Terras de 2011, o elemento que agrava o número de 24.400 cujo paradeiro se desconhece é o hábito dos assassinos de esconder os corpos dos desaparecidos em fossas comuns, bem como queimá-los ou lançá-los aos rios.
Atribui-se a responsabilidade dos desaparecimentos a grupos paramilitares, guerrilheiros, agentes do Estado e membros de grupos criminosos.
No total, os desaparecimentos forçados ocorreram em 813 dos mais de mil municípios colombianos.



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