A heroína é cada vez mais a droga de eleição entre os jovens dos subúrbios norte-americanos, onde uma epidemia de prescrição de analgésicos abriu caminho para aquela substância, por ser mais barata, revela um estudo.
"A nova face da heroína nos Estados Unidos" é o nome do estudo divulgado quarta-feira, que tenta seguir o percurso da heroína nos últimos 50 anos através das respostas de 2.800 utentes de centros de tratamento de drogas.



O estudo revela que em média é aos 23 anos que os consumidores começam a usar heroína, sendo que mais de 90% dos que decidiram experimentar, na década passada, eram brancos.
Já nas décadas de 1960 e 1970, a maioria dos consumidores (80%) era afro-americano, vivia nas cidades do interior e tinha começado a consumir aos 16 anos.
"A maioria das pessoas que agora usa heroína começou com analgésicos, tais como OxyContin, Percocet ou Vicodin, e só muda para a heroína quando os seus hábitos de prescrição de medicamentos fica muito caro", disse o principal autor do estudo, Theodore Cícero, investigador da Universidade de Washington citado pela agência de notícias France Press (AFP).
De acordo com os especialistas, o custo das diferentes drogas continua a ter grande influência na escolha da substância, mesmo entre os consumidores de classes sociais mais elevadas.


dn