Argentina-Bósnia, 2-1

A Argentina arrancou entre a desilusão, o controlo e o susto.

Na primeira parte, que fique claro, foi mesmo só a desilusão. A equipa sul-americana entrou a ganhar sem saber como, com aquela tremenda infelicidade de Kolasinac, ao minuto dois com oito segundos (o golo mais rápido do Mundial).

O jogo foi no Maracanã, mas a equipa das Pampas esteve longe de mostrar um futebol com dimensão de final do Mundial. A jogar como na primeira parte, muito dificilmente a equipa de Sabella voltará ao mítico estádio do Rio a 13 de julho.

Foi a Bósnia a mostrar o melhor futebol nos primeiros 45 minutos, com boa circulação e oportunidades de perigo. A Argentina demorava a aparecer no jogo, Messi andava desaparecido, o meio-campo não funcionava.

Sabella optou por um 3x5x2, deixou Gago e Enzo no banco, optou por Maxi Rodriguez, colocando Campagnaro ao lado de Garay e Fernandez no trio defensivo.

Não resultou: havia ali um «buraco» de 20/30 metros na fluidez do jogo argentino.

O selecionador argentino soube identificar a falha: tirou de uma assentada, ao intervalo, Campagnaro e Maxi Rodriguez, repôs equilíbrio no meio-campo com Gago. Higuain reforçou o ataque.

As mudanças ajudaram a equilibrar a Argentina. A segunda parte foi bem melhor, mas depois de exibição tão fraca no primeiro tempo, isso era quase uma obrigação. A Bósnia recuou, deixou de incomodar tanto. Messi assinou momento de sonho, foi lance isolado, mas quase resolveu: 2-0, em jogada em que também entrou Higuain.

Tudo resolvido? Nem por isso. Ibisevic reduziu para 2-1 e a Argentina acabou o jogo com alguns sustos pelo meio. É certo que o 3-1 também podia ter acontecido, mas Messi atirou às malhas.

Fonte: Mais Futebol