Brasil-México, 0-0

A adrenalina ainda está a circular no corpo e será difícil deixarmos de falar deste jogo durante algum tempo. Um desafio fantástico, que merecia golos, mas que chega ao fim com um nulo, quando podia ter ficado 2-2, 3-3 ou 4-4. O México apresentou-se de forma exemplar contra o ultra-favorito Brasil, mas o grande destaque vai para o guarda-redes Ochoa.

Com Ramires no lugar de Hulk, o Brasil começou a sentir bem cedo a dificuldade em ultrapassar um adversário com uma linha de cinco defesas. A «Tri» apresentou-se personalizada e com o portista Herrera a mandar no meio-campo, travando o ímpeto de Oscar (praticamente inexistente) e lançando os ataques, para além de aparecer também a rematar.

Num estádio repleto, em Fortaleza, a mancha brasileira empolgava-se e tentava puxar pela equipa, mas era o México a criar perigo. A primeira grande oportunidade foi mesmo para os mexicanos, com Herrera a obrigar Júlio César a uma grande defesa. O jogo mantinha-se vivo e dois minutos depois foi Neymar a criar perigo, cabeceando uma bola enviada por Dani Alves da direita, que levou Ochoa a fazer uma defesa impossível. O momento do jogo.

Até ao fim da primeira parte as oportunidades repetiram-se de um lado e do outro, mas o Brasil termina em cima do adversário, outra vez com Ochoa em grande, a parar um remate de Paulinho. Antes do intervalo Ramires vê o amarelo e já não regressa dos balneários, não só pelo erro disciplinar, mas principalmente porque não conseguiu dar profundidade ao flanco direito.

Para o lugar do ex-benfiquista entrou Bernard, que logo no primeiro lance da segunda parte fugiu ao adversário, tentou servir Neymar na área, mas a defesa aliviou a bola. O Brasil tentava impor a sua lei, mas teria de continuar a sofrer.

O México mantinha-se confiante, persistente e a criar oportunidades, pelo menos até aos 63 minutos, altura em que Neymar rematou ligeiramente ao lado. Os brasilerios reagiam, Scolari trocava Fred por Jô e os mexicanos sentiam maior dificuldade. O Brasil carregava, insistia, mas Ochoa volta a brilhar, parando com o peto um remate de Neymar.

Mais substituições, Chicharito entra em campo e o México ganha nova vida e outra força no ataque. Cinco minutos depois já está a cabecear ao lado, mas a equipa da casa reage. Nos cinco minutos finais, livre na esquerda para o Brasil, Neymar coloca a bola na perfeição na cabeça de Thiago Silva, mas outra vez o guarda-redes da «Tri» a evitar a celebração geral.

Até ao fim, mais dois remates do México, um deles, de Jimenez, a obrigar Julio César a efectuar uma defesa apertadíssima. A equipa de Herrera deixava a sua marca e impunha respeito à equipa da casa, a grande favorita a vencer este Mundial, que só vai conseguir decidir o apuramento para a segunda fase na última jornada, com os Camarões. O Grupo A ganhou maior interesse.

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Fonte: Mais Futebol