Espanha-Chile, 0-2

O fim de uma geração fantástica, o primeiro campeão do mundo a cair ao fim de dois jogos. A Espanha precisava de pontuar para se manter na luta, mas acabou derrotada, e bem, por um Chile que que já é uma das surpresas positivas do Mundial e que já está nos oitavos de final, juntamente com a Holanda.

A revolução de Vicente del Bosque foi demasiado curta. Piqué e Xavi ficaram no banco, Javi Martínez e Pedro tiveram uma oportunidade de mudar a imagem deixada pela equipa na goleada frente à Holanda. Não resultou.

Só no primeiro minuto e meio, o Chile teve duas boas oportunidades de golo, primeiro por Vargas e depois por Jara, mostrando a pressa em qualificar-se para os oitavos de final. A Espanha respondia, sem chama, através de dois remates de Diego Costa, aos 15 e aos 27 minutos, mas Claudio Bravo nem sequer teve de se aplicar muito na primeira parte.

Os campeões do mundo em título não conseguiam impor-se em campo, muito por culpa, claro, da extrema solidariedade da equipa chilena, mas sobretudo da descaracterização de um estilo de jogo assente na posse de bola. Muitos passes falhados pelos espanhóis, e um deles a dar o primeiro golo ao Chile, aos 19 minutos.

Foi Xabi Alonso quem se distraiu, Vidal e Alexis (que dois…) aproveitaram do lado esquerdo, a bola ainda passou por Aránguiz, que encostou para Vargas não perdoar. Tiki-taka, mas do outro lado. A defesa espanhola a mostrar mais uma vez profundas falhas.

Com Casillas novamente no chão, a seleção espanhola começou a despejar bolas para a frente. Iniesta, Busquets, David Silva, todos irreconhecíveis na qualidade de passe. Chegar à área do Chile só através de cruzamentos para o ar e nada de perigo.

E as coisas só pioraram aos 41 minutos, quando um livre cobrado por Alexis bate nas mãos de Casillas (não lhe chamamos defesa de propósito, note-se) e a bola vai para a frente do guarda-redes do Real Madrid, onde estava Aránguiz, que a dominou exemplarmente e rematou para o fundo das redes. Mais um prego no caixão espanhol.

Del Bosque ainda queria acreditar e trocou Xabi Alonso por Koke ao intervalo. Os espanhóis apareceram mais em bloco na frente e, logo aos 48 minutos, voltaram a parecer aquela seleção bicampeã europeia e campeã do mundo.

O passe de Iniesta para Diego Costa foi uma maravilha, mas o avançado não conseguiu reduzir, também pela boa intervenção de Isla. Poucos minutos mais tarde, foi a vez de Busquets falhar um golo de baliza aberta. A sorte também conta, já se sabe.

A tentativa seguinte foi trocar de ponta-de-lança, Diego Costa por Fernando Torres. Uma substituição feita debaixo de um coro de assobios, provavelmente dos adeptos brasileiros. Mas foi o Chile a assustar primeiro, aos 68 minutos, com o muito ativo Isla a falhar depois de um cruzamento-remate de Mena.

Entrou Cazorla, que ainda teve duas oportunidades, assim como Iniesta, sempre de longe, mas o guarda-redes Claudio Bravo não permitiu o golo que manteria viva a esperança de Espanha.

Os chilenos queriam que ficasse assim até ao fim. E ficou. O destaque é para a eliminação espanhola, mas é preciso que se note que estes rapazes estão nos «oitavos» com todo o mérito.

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Fonte: Mais Futebol