Bósnia-Irão, 3-1

A Bósnia entrou em campo já eliminada do Mundial, mas, ainda assim, determinada a aproveitar todos os segundos desta primeira experiência no Campeonato do Mundo. Pela frente tinha um Irão ainda com hipóteses de se apurar para os oitavos de final, mas, além de precisar de uma vitória, tinha também que esperar por uma derrota da Nigéria frente à Argentina.
Apesar de precisar de vencer, a equipa de Carlos Queiroz não alterou a forma de jogar. Voltou a apresentar o mesmo bloco defensivo compacto que utilizou no jogo contra a Argentina. Talvez não esperasse uma Bósnia tão determinada. A verdade é que os europeus tiveram mais de 60 por cento de posse de bola, valores que estiveram bem mais altos no fim da primeira parte.
O Irão via a Bósnia a chegar à sua área e tentava travar um irrequieto Dzeko, tarefa que se mostrou extremamente difícil. Aos 18 minutos, o bósnio, ainda de fora da área, dominou a bola e, apertado por dois defesas, rematou cruzado, de longe, batendo Haghighi.
O Irão podia ter chegado ao golo logo na resposta, mas o remate de Masoud Shojaei encontrou a trave.
A resposta iraniana foi sol de pouca dura e o intervalo chegaria com o merecidíssmo 1-0 para a Bósnia.
Na segunda parte, a Bósnia continuou a atacar mais e Pjanic fez o 2-0, o que parecia deitar por terra as esperanças iranianas.
Queiroz mexeu um pouco na equipa, mas o resultado pesado parecia difícil de rebater. Aos 82 minutos, o golo de Reza, o único do Irão neste Mundial, parecia poder relançar o jogo, mas Vrsajevic matou o encontro no minuto seguinte, ao fazer o 3-1.
Ambas as equipas terminaram assim o percurso no Mundial, mas com balanços diferentes. A Bósnia, na primeira experiência na prova, fechou com uma vitória. A muralha iraniana, não só abriu brechas, como quase não conseguiu criar perigo, saindo do Brasil com apenas um ponto e um golo marcado.

Fonte: Mais Futebol