Bélgica-EUA, 2-1 ap

Que jogo memorável! Fantástico, emocionante, incerto até ao fim, 0-0 aos 90 mas muito bom de ver, prolongamento… do outro mundo, com três golos e futebol partido, da toada e resposta.
Bélgica-EUA a fechar os «oitavos», num duelo de opostos que se equilibraram. Belgas mais ofensivos, mais criativos, mais insistentes, talvez tenham merecido passar, confirmando oito apurados para os quartos, todos eles primeiros na fase de grupos. Mas Estados Unidos a provarem que, num jogo, uma equipa pode ser maior do que vale. Solidários, resilientes, a acreditar até ao fim. Estiveram pertíssimo dos penalties, o 2-2 caberia como uma luva para o jogão que foi.
Um jogo memorável, fantástico. Jogado a um ritmo intenso, duas equipas a quererem ser felizes. Partida espetacular, ao melhor nível do nível já por si elevado deste Mundial, com um Tim Howard histórico, a bater recorde de defesas num único jogo nos últimos 50 anos, em Mundiais.
Primeira parte a provar (tal como tinha ocorrido no Alemanha-Argélia) que pode haver 0-0 bons de se ver. Belgas a atacar mais, norte-americanos bem a defender: organizados e a sair com perigo. Segunda parte a confirmar tendência inicial, jogo de parada e resposta, europeus com mais bola, a explorar as alas, Vertonghen a aparecer com perigo no flanco esquerdo, Origi muito perto do golo em mais do que uma ocasião.
Mas no lado dos EUA um enorme Tim Howard, a fazer mais uma exibição de gigante. A equipa de Klinsmann foi acreditando, saía cada vez com mais perigo, sobretudo desde a entrada do jovem Yedler, a animar o corredor direito. Mas era a Bélgica a querer evitar o prolongamento, a somar oportunidades para resolver.
Origi (quatro ocasiões claras de golo) pertíssimo de marcar, Howard a somar quase duas dezenas de defesas «impossíveis» (talvez a melhor exibição individual deste Mundial até agora).
Prolongamento excelente, com a Bélgica a vencer 2-1, mas os EUA a acreditarem até ao fim e sempre perto do 2-2. A entrada de Lukaku foi crucial para que os ataques belgas passassem a ser frutuosos.
Mais um jogo inesquecível de um Brasil-14 que nos surpreende todos os dias. Este talvez entre para o «top3» das partidas mais fantásticas de ver, só atrás do Alemanha-Argélia de ontem e possivelmente também do Itália-Inglaterra.

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Fonte: Mais Futebol