A procuradoria de Forli, em Itália, suspeita que a expulsão do ciclista do Giro de 1999 aconteceu devido a apostas clandestinas do máfia napolitana.
A notícia da Gazzetta Dello Sport avança que a máfia não queria que Marco Pantani terminasse a Volta a Itália. De recordar que o "Pirata", como era conhecido, ganhou no alto de Madonna di Campiglio e vestia a camisola rosa da liderança quando, na manhã seguinte a essa etapa, foi expulso da prova por um teste de doping ter revelado um valor de hematócrito de 52%, mais 2% do legalmente permitido (poderá significar a utilização de EPO). Um teste feito posteriormente teve um resultado diferente: o valor era de 48%.



Após essa expulsão - um ano antes Pantani havia ganho o Giro e o Tour - o ciclista italiano nunca mais foi o mesmo, enfrentando vários episódios de depressão. Foi encontrado morto em 2004. Tinha 34 anos.
A procuradoria da cidade italiana suspeita que a expulsão poderá ter sido provocada para manipular o resultado final do Giro de 1999. Foi aberta uma investigação. A principal pista está numa autobiografia de um mafioso, Rento Vallanzasca, que partilhou uma cela de prisão com um outro poderoso membro da máfia, cuja identidade não foi revelada.
No livro, Vallanzasca refere que em 1999 foi aconselhado por esse mafioso a apostar nos rivais de Pantani, pois o ciclista italiano não iria terminar a competição. A 5 de junho foi esse mesmo mafioso quem avisou Vallanzasca que o "Pirata" tinha sido expulso.
Os procuradores que lideram a investigação vão interrogar Vallanzasca para tentar confirmar a identidade do outro mafioso e foi também pedido a uma equipa médica para perceber como é possível falsificar um aumento de hematócritos.



dn