Em apenas dez meses, dois históricos criminosos com longo cadastro roubaram motos potentes e, com a ajuda das mulheres, assaltaram bancos, CTT, bombas de gasolina e até uma repartição de Finanças.
Duros. Frios. Implacáveis. A idade terá potenciado estas qualidades a Virgílio Candeias (56 anos) e a Miguel Carrilho da Silva (62), que começaram cedo no mundo do crime. No entanto, isso não os tornou mais inteligentes. Voltaram a ser caçados pela polícia e tornaram a sentir o cheiro da prisão, que já é mais o seu lar, do que a própria casa.

Virgil e Necas, uma das alcunhas com que são conhecidos no bas-fond dos bandidos, já sofreram condenações de 17 e 20 anos de cadeia, por crimes que vão desde o tráfico de droga a roubos e a furtos. Desta vez, mal saíram da prisão, onde se conheceram, começaram logo a arquitetar novos planos. Não foram muito originais e voltaram à pele de motards, que já tinham usado antes.
Metódicos, moviam-se mecânica e rapidamente como relâmpagos durante os assaltos, que não duravam mais do que cinco minutos. Em pleno dia, à hora de expediente dos serviços, entravam, sem nunca tirar os capacetes negros da cabeça e de armas em punho, e aterrorizavam dezenas de pessoas. Eram rápidos também a escapar montados nas potentes Honda de alta cilindrada, que iam roubando.



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