Vicent Labrune, actual presidente do Marselha, foi detido pelas autoridades francesas sob acusação de fraude na contratação do avançado internacional André-Pierre Gignac, vindo do Toulouse em 2010.
Jean-Claude Dassier, seu antecessor no cargo, e o director-geral do clube que lidera a Liga francesa, Philippe Perez, também foram detidos, enquanto o empresário do jogador, Jean-Christophe Cano, foi convocado para prestar depoimento sobre o assunto.
Recorde-se que esta não é a primeira vez que o clube marselhês tem dirigentes envolvidos em casos com a Justiça. Em 1995, o então presidente e antigo Ministro das Cidades, Bernard Tapie, bem como o seu antecessor, Jean-Pierre Bernès, foram condenados pelo caso de corrupção que, dois anos antes, envolvera Jean-Jacques Eydelie, então jogador do Marselha, e três jogadores do Valenciennes: Jacques Glassmann, Jorge Burruchaga e Christophe Robert. O clube foi despromovido e viu ser-lhe retirado o título francês, além de ser substituído pelo Milan, finalista derrotado por um golo do central Basile Boli na Taça dos Campeões, nas finais da Supertaça Europeia e da Taça Intercontinental. Tapie seria condenado a dois anos de pena suspena e oito meses de prisão efectiva, enquanto Bernès foi castigado com dois anos de pena suspensa. Mais recente (2003) é a detenção de Yves Marchand, presidente do Marselha entre 1999 e 2000, sob acusação de irregularidades no pagamento de comissões por transferências de jogadores.

In: Económico