Isabel Jonet aplaude medida francesa para proibir desperdício em grandes cadeias de distribuição. Campanha de recolha de alimentos do Banco Alimentar realiza-se hoje e amanhã
O que hoje são produtos prontos a consumir e em destaque nas prateleiras do supermercado amanhã pode ser lixo. O desperdício alimentar é uma preocupação para o Banco Alimentar contra a Fome e envolve cada vez mais algumas das maiores empresas de retalho contactadas pelo DN. Ainda assim, o panorama português está ainda longe do passo dado pela legislação francesa. A medida aprovada na última semana de forma unânime pela Assembleia Nacional francesa, e que será implementada a 1 de julho do próximo ano, determina que os supermercados com mais de 400 metros quadrados não poderão deitar fora produtos perecíveis (que percam a validade), passando a estar obrigados a doá-los a organizações dedicadas à alimentação animal ou à fabricação de fertilizantes agrícolas.



"Esta é uma ótima medida. Penso que deveria de haver um incentivo fiscal às empresas que melhor cumprissem a sua responsabilidade social. Essa contrapartida faria que houvesse uma cada vez maior vontade de doar alimentos", declara ao DN Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar (BA), que entre hoje e amanhã realiza a sua 47.ª recolha de alimentos por todo o país nas grandes superfícies de distribuição.

A primeira de duas campanhas anuais dependerá das doações dos consumidores. Em 2014, só estes dois fins de semana representaram quase 15 por cento do total das quase 30 mil toneladas de alimentos recolhidas e distribuídas pelo BA no último ano.


dn