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A técnica de acustoforese funciona com gotículas, células e até moléculas de DNA. [Imagem: ETH Zurich/Ivo Leibacher]

Microlaboratórios


Na onda do avanço tecnológico contínuo, os engenheiros estão tentar encolher não apenas os dispositivos que fabricam, mas também seus próprios laboratórios.
Como a maior parte dos laboratórios - de química, biologia, ciências médicas etc. - trabalha com a manipulação de materiais líquidos, a ideia é colocar o laboratório inteiro dentro de um chip, criando microlaboratórios.
Esta tecnologia, conhecida como microfluídica, envolve lidar com quantidades muito pequenas de reagentes, o que facilita o trabalho, diminui os custos, aumenta a eficiência das reacções, permite detectar moléculas com maior precisão, permite trabalhar com células individuais etc. etc.
O produto mais conhecido da microfluídica são os biochips.
O grande desafio é fazer estas micro e até nano gotas percorrerem os canais de forma mais precisa, contínua e confiável.
Agora, pesquisadores da Escola Politécnica de Zurique (ETH), na Suíça, desenvolveram uma técnica que utiliza ondas sonoras para fazer isso, movendo, misturando e até colocando as micro gotas em ordem.
A técnica também funciona com células individuais e com moléculas de DNA.

Acustoforese


A técnica é chamada acustoforese, e baseia-se no uso de ondas ultrassónicas estacionárias para mover gotas de 50 a 250 micrómetros através de um carreador líquido.
O mais interessante é que as gotas não se misturam com o meio líquido que lhes serve de transportador.
"Nesta escala, as gotas são muito estáveis porque elas são mantidas coesas pela tensão superficial," explica o professor Ivo Leibacher.
Quando as ondas ultrassónicas estacionárias são aplicadas no chip, as gotículas movem-se na crista da onda, o que não as destrói e não causa danos às células que estão sendo manipuladas.
"Esperamos que esta tecnologia se torne uma parte valiosa dos equipamentos de laboratório, permitindo resultados de alto rendimento, a um custo mínimo," disse Leibacher