Bateria solar caminha rumo ao uso prático

bateria-solar-aquosa.jpg
Ilustração da bateria solar de Li-I com electrólito aquoso.[Imagem: Mingzhe Yu et al. - 10.1021/jacs.5b03626]

Bateria solar

Há menos de um ano, a equipa do professor Yiying Wu, da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, apresentou uma bateria solar capaz de capturar e armazenar energia.
O dispositivo é composto por uma célula solar e é uma bateria recarregável, mas há um efeito sinérgico: ela tem potencial para ser melhor do que as duas juntas.
Isto é possível porque, além de colectar, converter e armazenar a energia solar na forma de energia química, a bateria solar elimina perdas que ocorrem na transferência entre múltiplos componentes - os ganhos começaram em 20%, e agora já chegam a 25%.
Mas tirar este dispositivo do laboratório rumo ao uso prático tropeçou num problema, devido ao seu eletrólito ser feito de solventes orgânicos, não solúveis em água e, portanto, incompatível com as baterias de fluxo redox, que são aquosas e já começam a ser usadas em plantas-piloto de armazenamento de energia - além de não serem ambientalmente amigáveis.

Electrólito aquoso

A boa notícia é que a equipa acaba de solucionar este problema, substituindo os solventes orgânicos por uma solução aquosa à base de iodo e lítio (Li-I).
Assim, a nova versão é uma bateria de fluxo aquosa de lítio-iodo, resultando da integração de uma bateria redox de Li-I com células solares orgânicas do tipo DSC - células solares sensibilizadas por corantes.
Os cálculos dos pesquisadores indicam que a nova bateria solar alcança uma capacidade de 35,7 Ah, próximo às baterias de Li-I convencionais, com a vantagem de que ela pode ser carregada com energia solar até 91% de sua capacidade teórica.
Mas a equipa terá que continuar no laboratório por mais algum tempo pois o processo de foto carregamento é lento, levando até 16 horas, problema que deverá ser solucionado melhorando a eficiência dos foto-electrodos aquosos.