Plasmônica: chips à velocidade da luz




Os plásmons propagam-se na superfície dos nanofios a uma velocidade próxima à da luz no ar. [Imagem: Yu Gong et al. - 10.1021/acs.nanolett.5b00803]




Plásmons luminais

Pedaços de metal muito pequenos conseguem de certa forma aprisionar a luz. Na superfície desses nanocomponentes, a luz se transforma em uma ondulação dos elétrons do metal, conhecida como plásmons de superfície.
Há tanto interesse na exploração desses plásmons que eles deram origem a uma nova área de pesquisas na física, aplasmônica, com grande interesse na computação, sobretudo na substituição dos processadores eletrônicos por processadores de luz.

Viajando longe

Esse objetivo agora se tornou mais factível e mais prático com a descoberta de que os plásmons de superfície conseguem viajar por distâncias muito maiores do que se calculava.
Yu Gong, do laboratório PNNL, nos Estados Unidos, demonstrou que os plásmons de superfície podem viajar sem se dispersar por até 250 micrômetros, o que é uma distância enorme em comparação com as dimensões dos nanofios utilizados e com o próprio comprimento de onda da luz.

Computadores próximos à velocidade da luz

Isto demonstra que a plasmônica poderá viabilizar circuitos computacionais operando próximo à velocidade da luz, com base em nanocomponentes cuja construção já é dominada pela tecnologia atual.
A expectativa mais imediata é que os plásmons de superfície sejam usados como interconexões dentro dos chips, substituindo as correntes elétricas que viajam através dos fios de cobre.
Futuramente, espera-se que a plasmônica consiga reunir processador e memóriaem um único dispositivo, acelerando muito os computadores.


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