O uso das cintas abdominais em detrimento da prática de esportes tem sido cada vez mais frequente para a população brasileira. As mulheres, principalmente, buscam no produto uma tentativa de modelar algum contorno indesejado no próprio corpo, mas a utilização da cinta deve seguir algumas orientações básicas para não prejudicar a saúde.

Nos casos de cirurgia plástica nas quais o reposicionamento da pele é muito modificado, o uso das cintas é benéfico, já que oferece a estabilidade necessária para a cicatrização e sustenta a pele que foi relocada na região da barriga. Após a realização de uma lipoaspiração, a cinta oferece estabilidade e previne contra edemas acentuados, auxiliando na drenagem linfática da região.

Por outro lado, de acordo com especialistas, o uso contínuo de cintas modeladoras pode enfraquecer a musculatura, cuja função é proteger e conter os órgãos internos do abdómen. O enfraquecimento da camada muscular se deve à possibilidade de atrofiamento da região, o que pode acontecer com a musculatura após dois meses ininterruptos de uso da cinta.

O fato é que as cintas não conseguem eliminar as gordurinhas da barriga, nem mesmo reduzir medidas. Além disso, seu uso indiscriminado por resultar em abdómen com mais glóbulos, devido à perda da resistência da musculatura. As cintas de alta compressão, se usadas por um longo período, também podem causar problemas circulatórios, varizes, inchaços nas pernas e pés.

Vale lembrar que o uso esporádico das cintas modeladoras não causa nenhum dano à saúde, além de que os métodos mais saudáveis de conquistar o corpo desejado são através da prática regular de atividades físicas e da alimentação saudável