Cumpria 24 anos de prisão quando decidiu aproveitar as saídas precárias para assaltar bancos




Mário, de 50 anos, é um bandido perigoso que na década de 1990 foi condenado a 24 anos de prisão, em cúmulo jurídico, por vários assaltos à mão armada a bancos e depois por quase ter matado à facada um preso da cadeia de Vale de Judeus (na foto), em Alcoentre, onde se encontra. De janeiro de 2014 a abril deste ano, Mário voltou ao crime. Munido de uma réplica de pistola, aproveitou as saídas precárias de quatro dias a que já tinha direito na prisão para cometer, alegadamente, 11 assaltos à mão armada a bancos, como soube o DN junto de fonte ligada à investigação.Detido em flagrante pela Polícia Judiciária (PJ) em abril deste ano, o Ministério Público veio agora acusá-lo da autoria dos 11 crimes de roubo agravado, um deles na forma tentada, acusando também a sua namorada, Tânia, de 36 anos, da participação em dois dos assaltos. A mulher está em prisão preventiva na cadeia feminina de Tires. Antes de se relacionar com Mário, não tinha problemas com as autoridades ou com a justiça.Tânia, emocionalmente frágil, com um passado de depressões, vivia com os pais em Marinhais, perto de Benavente, coração do Ribatejo, quando começou a corresponder-se com o preso Mário. Numa das primeiras saídas precárias dele, combinaram encontro pessoal e a paixão surgiu. Mário foi apresentado aos pais de Tânia, tendo o casal tido o cuidado de omitir que ele era um condenado de Vale de Judeus.



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