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A borracha para pneus une-se sozinha mesmo quando é totalmente seccionada.
[Imagem: Amit Das et al. - 10.1021/acsami.5b05041]

Sem vulcanização

Pela primeira vez, engenheiros químicos conseguiram fabricar uma borracha própria, para uso em pneus sem o processo de vulcanização, que tem sido essencial para a sua fabricação desde a sua invenção em 1920.
A vulcanização envolve a adição de enxofre e outros compostos para tornar a borracha mais durável mantendo a sua elasticidade.
Durante este processo, as cadeias poliméricas se unem por ligações covalentes.
O problema é que qualquer objecto cortante ou perfurante vai estragar o pneu e exigir uma reparação que, ainda que permita que o pneu volte a rodar, nunca lhe dará de volta a sua resistência original.

Materiais autocicatrizantes

A solução foi encontrada por Amit Das e os seus colegas das universidades de Dresden (Alemanha) e Tampere (Finlândia) numa nova geração de materiais conhecidos como "autocicatrizantes", uma categoria de materiais inteligentes, que se rearranja de forma autónoma para corrigir uma falha estrutural.
Já existem diversas versões autocicatrizantes de borrachas e polímeros em geral, mas nenhum delas havia alcançado a estabilidade necessária para a fabricação de pneus.
Utilizando um novo e simples processo, que evita completamente a vulcanização, os pesquisadores modificaram quimicamente uma borracha comercial para produzir um material durável e elástico que se auto-conserta.

Agentes de ligação

Embora o processo possa ser acelerado aquecendo o pneu a 100º C por 10 minutos, a sua resistência máxima foi recuperada em estado de repouso depois de 8 dias, quando a borracha resistiu a uma tensão de 754 libras por polegada quadrada.
Os pesquisadores afirmam, que o material pode ainda ser mais reforçado pela adição de agentes de ligação, como a sílica ou o negro de fumo.