Num texto de opinião publicado este domingo no Diário de Notícias, António Barreto escreve que “depois da inquietação, chegámos à incerteza”.




O atual momento político que Portugal atravessa tem sido alvo dos mais diversos comentários políticos, seja a nível nacional, seja a nível internacional.



Por cá e para António Barreto o “modo como os chefes de partido, que se julgam donos dos deputados, se referiram ao Parlamento diz tudo sobre o papel desta instituição”. E, na sua ótica, até o Presidente da República esteve mal pois “apelou aos deputados para votarem de uma maneira ou de outra”.
As críticas à forma como os partidos gerem os deputados subiram de tom com o sociólogo a escrever que na “Direita ou na Esquerda, o desprezo pelos deputados sempre foi uma constante”, sendo que o “problema” é o facto de o Parlamento “não passar de uma comissão interpartidária para resolver formalidades”.
O cronista descreve a disciplina de voto como sendo um “regime anticonstitucional” e garante que vai “vigorar em pleno a partir de agora”.
“Não é novidade que o PC e o Bloco desprezem a independência dos deputados. Mas custa ver o PS alinhar pela mesma medida”, considera, acrescentando que “os hábitos dos comunistas já contagiaram os socialistas”.
“A primeira intervenção do presidente da Assembleia, Ferro Rodrigues, foi desastrosa”, aponta.
Assim, António Barreto acredita que o Governo irá cair e que Cavaco Silva, “se não lhe passar pela cabeça manter o Governo em gestão durante meses”, irá indigitar António Costa como primeiro-ministro. “Faz bem”, diz o sociólogo, concluindo que o “enorme erro do governo de maioria de esquerda não se corrige com o erro medonho que seria o de o Presidente deixar o país com um Governo de gestão…”.



nm