Técnica que reduz o óleo necessário para o bom funcionamento dos motores automóveis


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O sonho do campo chamado tribologia é desenvolver tecnologias que acabem com este aspecto "sujo" dos motores e engrenagens.
Imagem: Gatech

Tratamento tribológico

Ainda não é possível falar num motor de automóvel que possa funcionar sem óleo lubrificante, mas os engenheiros estão a trabalhar afincadamente nesse sentido.
Um novo processo para fazer o tratamento de superfícies metálicas conseguiu multiplicar por várias vezes a eficiência dos motores de combustão interna, e poderá ser aplicado a uma grande variedade de outros equipamentos.
Esta técnica melhora a capacidade das superfícies metálicas para se ligarem com o óleo lubrificante, sem a necessidade de aditivos especiais, reduzindo significativamente o atrito e, por inerência, a quantidade de óleo necessária para o funcionamento do motor.
A melhoria foi conseguida projectando a superfície do bloco do motor com uma mistura de sulfeto de cobre e óxido de alumínio.
Este processo (shot peening) modifica quimicamente a superfície do bloco, mudando a forma como as moléculas de óleo se ligam ao metal e, assim, aumentando a lubricidade da superfície.

Ligação com o óleo

"Nós queremos que as moléculas do óleo se liguem firmemente à superfície, o que actualmente é conseguido através da colocação de aditivos no óleo.
No nosso caso, nós projectámos a superfície com uma mistura de partículas de alumina e sulfeto de cobre.
"Tornar a superfície mais activa quimicamente por meio de deformações, permite que a reacção de substituição forme sulfeto de ferro na camada de cima do ferro [do bloco do motor].
Os sulfetos de ferro são conhecidos por formarem ligações muito fortes com as moléculas de óleo," explicou o professor Michael Varenberg, do Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos EUA.
O novo tratamento superficial resulta em um coeficiente de atrito ultra baixo, de cerca de 0,01 num ambiente base de óleo, o que é cerca de 10 vezes menos do que o coeficiente de atrito obtido sobre uma superfície de referência não tratada.
"Os resultados superam o desempenho dos melhores óleos comerciais actuais e são similares ao desempenho de lubrificantes formulados com nano partículas de tungsténio e à base de dissulfeto, mas no nosso processo não utilizamos qualquer meio nano estruturado caro," disse Varenberg.



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