Wolfgang Hatz, que liderou o desenvolvimento tecnológico das motorizações no Grupo Volkswagen, é o mais alto quadro a ser preso na sequência do escândalo Dieselgate.





Após as informações de que tinha sido preso um segundo suspeito na Alemanha na sequência das investigações ao escândalo do Dieselgate, que dentro do Grupo VW pertenceria à Audi, foi agora confirmado o nome deste detido. Trata-se de Wolfgang Hatz, que foi responsável pelo desenvolvimento de motores, primeiro do emblema de Ingolstadt e depois de todo o consórcio germânico entre 2007 a 2012, e que se torna no segundo funcionário a ficar sob custódia das autoridades germânicas este ano.

A detenção de Hatz é também simbólica, pois apesar de já não pertencer ao Grupo VW (estava na Porsche, mas saiu em maio de 2016), é alguém muito próximo do ex-líder Martin Winterkorn e o quadro mais alto da empresa a ser preso na sequência do Dieselgate.


Falta agora saber se as autoridades americanas vão pedir, tal como aconteceu em julho com Giovanni Pamio, a extradição deste engenheiro de topo para ser julgado nos Estados Unidos por responsabilidades no software ilegal que alterava os níveis de emissões dos diesel. Se tal vier a ocorrer (pouco provável pois a lei germânica não permite este tipo de extradição de cidadãos nacionais), Hatz pode sofrer o mesmo destino de James Liang, que foi já condenado a passar 40 meses atrás das grades.

Também à espera da sentença, a 6 de dezembro, está Oliver Schmidt, que já se deu como culpado e deve ser condenado a um máximo de sete anos de prisão.