Estas são as duas opções que existem para os fabricantes “tradicionais” de automóveis, refere o responsável de vendas e marketing do Grupo BMW.


As marcas de automóveis da atualidade vão ter de alterar o seu paradigma para sobreviver às alterações na mobilidade derivadas da chegada da eletrificação, condução autónoma e conetividade, segundo afirma Ian Roberston, o responsável de Vendas e Marketing do Grupo BMW. Considerando para esta equação o ataque de novas empresas oriundas do campo da tecnologia, este executivo afirma que os fabricantes não dispõem ainda de momento dos conhecimentos necessários para as alterações preconizadas para o futuro. “Sabemos quais são os conhecimentos técnicos necessários e continuamos a evoluir nessa área, mas aquilo que ai vem é uma mudança fundamental que vai requerer uma aceleração aquilo que fazemos e ter uma abordagem tanto proactiva como reativa”. Por isso, Ian Robertson afirma que é essencial uma mudança das mentalidades atuais, concluindo que “isso não significa investimentos em novas áreas, representa também uma mudança de cultura”.
Apesar de tudo, o responsável de vendas e marketing da BMW afirma ter confiança que se os fabricantes conseguirem mudar o foco, vão resistir aos ataques de novos players oriundos do mundo da tecnologia. “Acredito que os líderes estabelecidos que estão a dar os passos certos têm mais oportunidades de sucesso. Temos o conhecimento e a compreensão de advém de estarmos nesta indústria, e podemos ser igualmente ágeis na mentalidade se aproveitarmos as oportunidades”. Apesar de tudo. Roberston considera que parte do caminho ainda está para ser descoberto, indicando “Sabemos todas as respostas? Não. Teremos de alterar o rumo em comparação ao traçado hoje em dia? Sim, é claro que vamos. Mas estamos a delinear os nossos planos e a coloca-los constantemente em desafio para termos melhores respostas. Estamos num bom patamar para ter sucesso”.